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Eldamar (Quenya)

Helen Trevillion

Eldamar (Quenya)

Ai! laurië lantar lassi súrinen,
yéni únotimë ve rámar aldaron!
Yéni ve lintë yuldar avánier
mi oromardi lisse-miruvóreva
Andúnë pella, Vardo tellumar
nu luni yassen tintilar i eleni
ómaryo airetári-lírinen.

Sí man i yulma nin enquantuva?

An sí Tintallë Varda Oiolossëo
ve fanyar máryat Elentári ortanë,
ar ilyë tier undulávë lumbulë;
ar sindanóriello caita mornië
i falmalinnar imbë met, ar hísië
untúpa Calaciryo míri oialë.
Sí vanwa ná, Rómello vanwa, Valimar!

Namárië! Nai hiruvalyë Valimar.
Nai elyë hiruva. Namárië!

Eldamar (Quenya)

Ai! as folhas caem ao vento,
anos se vão como as asas dos elfos!
Anos como canções que nascem
nas montanhas de vinho e melodia.
Além do Ocidente, Varda, céu estrelado,
na lua que brilha, as estrelas
dançam em canções de luz divina.

Quem é que vai me guiar agora?

Oh, Tintallë Varda do Oiolossë,
como a luz que brilha, Elentári se ergue,
e todos os caminhos se tornam sombras;
e das terras sombrias, a escuridão
as ondas se quebram, e a brisa
traz de Calaciryo a doce eternidade.
Oh, já não existe, Rómello já não existe, Valimar!

Adeus! Que você encontre Valimar.
Que você encontre o que busca. Adeus!

Composição: J. R. R. Tolkien