Amapola
Hay un cisne en un sapo en un escarabajo
que vuela hacia mí
yo te puedo ver, alta y sin miedo.
Hay una bailadora
que danza en el fondo de un pozo sin fin,
yo te puedo ver, mueve tus manos,
hasta el presente.
Todas las mañanas me hablan desde vos
cada lago de ausencia que mi ojo detecte.
Este cielo de enero trajo una amapola
en forma de nube
yo la empujaré muy lentamente.
Se abren paso los días se abren paso las horas
y todo sigue aquí, como esperando ser
agua de una sed, mano de un ande.
Todas las mañanas me hablan desde vos
cada lago de ausencia que mi ojo detecte.
Y toda esa fauna que anda me conoce
cada lago de ausencia que mi ojo detecte. Oh!
Todas las mañanas me hablan desde vos
cada lago de ausencia que mi ojo detecte.
Y toda esa fauna que anda me conoce
cada lago de ausencia que mi ojo detecte.
No te olvidaré, no te olvidaré...
No te olvidaré... No... Oh...
Amapola
Tem um cisne em um sapo em um besouro
que voa em minha direção
eu consigo te ver, alta e sem medo.
Tem uma dançarina
que dança no fundo de um poço sem fim,
eu consigo te ver, movendo suas mãos,
fins do presente.
Todas as manhãs me falam através de você
todo lago de ausência que meu olho detectar.
Esse céu de janeiro trouxe uma amapola
em forma de nuvem
eu vou empurrá-la bem devagar.
Os dias vão passando, as horas vão passando
e tudo continua aqui, como esperando ser
água de uma sede, mão de um ande.
Todas as manhãs me falam através de você
todo lago de ausência que meu olho detectar.
E toda essa fauna que anda me conhece
todo lago de ausência que meu olho detectar. Oh!
Todas as manhãs me falam através de você
todo lago de ausência que meu olho detectar.
E toda essa fauna que anda me conhece
todo lago de ausência que meu olho detectar.
Não vou te esquecer, não vou te esquecer...
Não vou te esquecer... Não... Oh...