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Não Preciso de Veneza

Hildegard Knef

Ich Brauch' Kein Venedig

Ich brauch' kein venedig,
Keine gondeln und tauben,
Und selbst die zitronen
Solln ohne mich blühn.

Ich brauch' keine häfen
An südlichen meeren,
Und sämtliche pinien
Sind sowieso grün.

Ich brauch' keinen flug
In schwingenden höhen,
Ich brauch' keinen bach
Im verschwiegenen tal.

Ich brauch' keine fremden,
Die mich' nicht verstehen,
Und sternklare vollmondnächte
Rechts vom suezkanal.

Ich brauch' meine straße,
Die muffige kneipe,
Ich brauch' meine beichten
Beim nachtklubportier.

Ich brauch' meinen hut
Mit nilgrüner schleife,
Die zugige ecke,
An der ich jetzt steh'.

Ich brauch' das geklapper
Der hastigen schritte,
Ich brauche das warten
Auf den, der nicht eilt.

Ich brauch' meine theke,
Den platz in der mitte,
Ich brauche die hoffnung

Não Preciso de Veneza

Não preciso de Veneza,
Nem de gôndolas e pombas,
E até os limões
Devem florescer sem mim.

Não preciso de portos
Em mares do sul,
E todos os pinheiros
São verdes de qualquer jeito.

Não preciso de voo
Nas alturas balançando,
Não preciso de um riacho
No vale silencioso.

Não preciso de estranhos,
Que não me entendem,
E noites de lua cheia
À direita do Canal de Suez.

Preciso da minha rua,
Do bar enfumaçado,
Preciso das minhas confissões
Com o porteiro do clube.

Preciso do meu chapéu
Com laço verde-água,
Da esquina ventosa,
Onde estou agora.

Preciso do barulho
Dos passos apressados,
Preciso da espera
Por quem não tem pressa.

Preciso do meu balcão,
Do lugar no meio,
Preciso da esperança