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Nenhuma

Homero Manzi

Ninguna

Esta puerta se abrió para tu paso
Este piano tembló con tu canción
Esta mesa, este espejo y estos cuadros
Guardan ecos del eco de tu voz
Es tan triste vivir entre recuerdos
Cansa tanto escuchar ese rumor
De la lluvia sutil que llora el tiempo
Sobre aquello que quiso el corazón

No habrá ninguna igual, no habrá ninguna
Ninguna con tu piel ni con tu voz
Tu piel, magnolia que mojó la Luna
Tu voz, murmullo que entibió el amor
No habrá ninguna igual, todas murieron
En el momento que dijiste adiós

Cuando quiero alejarme del pasado
Es inútil, me dice el corazón
Ese piano, esa mesa y esos cuadros
Guardan ecos del eco de tu voz
En un álbum azul están los versos
Que tu ausencia cubrió de soledad
Es la triste ceniza del recuerdo
Nada más que ceniza, nada más

Nenhuma

Essa porta se abriu pra você passar.
Esse piano tremeu com sua canção.
Essa mesa, esse espelho e esses quadros
guardam ecos do eco da sua voz.
É tão triste viver entre lembranças...
Cansa tanto ouvir esse sussurro
da chuva sutil que chora o tempo
sobre aquilo que o coração desejou.

Não haverá nenhuma igual, não haverá nenhuma,
n nenhuma com sua pele nem com sua voz.
Sua pele, magnólia que molhou a lua.
Sua voz, murmúrio que aquecia o amor.
Não haverá nenhuma igual, todas morreram
no momento em que você disse adeus.

Quando quero me afastar do passado,
é inútil... me diz o coração.
Esse piano, essa mesa e esses quadros
guardam ecos do eco da sua voz.
Em um álbum azul estão os versos
que sua ausência cobriu de solidão.
É a triste cinza da lembrança
nada mais que cinza, nada mais...

Composição: Homero Manzi, Raúl Fernández Siro