La Última Curda (part. Edmundo Rivero)
Lástima bandoneón, mi corazón
Tu ronca maldición maleva
Tu lágrima de ron, me lleva
Hacia el hondo, bajo fondo
Dónde el barro se subleva
Ya sé, no me digas, tenés razón
La vida es una herida absurda
Que es todo, todo tan fugaz
Que es una curda nada más
Mi confesión
Contame tu condena
Decime tu fracaso
No ves la pena
Que me ha herido
Y hablame simplemente
De aquel amor ausente
Tras un retazo del olvido
Ya sé que te lastima
Yo sé que me hace daño
Llorarte mi sermón de vino
Pero es el viejo amor
Que tiembla bandoneón
Buscando en un licor que aturda
La curda que al final
Termine la función
Corriéndole un telón
Al corazón
A Última Bebedeira (part. Edmundo Rivero)
Lástima, bandoneon, meu coração
Sua maldição rouca e malvada
Sua lágrima de rum me leva
Para o fundo profundo
Onde a lama se levanta
Já sei, não precisa dizer, você tem razão
A vida é uma ferida absurda
Que é tudo, tudo tão passageiro
Que é só uma bebedeira, nada mais
Minha confissão
Me conta sua condenação
Me diz seu fracasso
Não vê a dor
Que me feriu
E me fala simplesmente
Sobre aquele amor ausente
Atrás de um pedaço do esquecimento
Já sei que te machuca
Eu sei que me faz mal
Chorar por você, meu sermão de vinho
Mas é o velho amor
Que treme, bandoneon
Buscando em um licor que embriaga
A bebedeira que no final
Termina a apresentação
Fechando a cortina
Do coração
Composição: Cátulo Castillo