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Arlette

Horacio Sanguinetti

Arlette

Ni los Campos Elíseos, ni el alegre boulevard,
No verán ya los luceros de tus ojos verdemar.
Hoy el viejo organillero con dolor
calla frente a tu ventana su canción
ya la Parca te dio cita...
y sé que no faltarás.
Linda y buena francesita,
vos igual que Margarita,
llevabas en tu vida,
signo fatal.

Arlette,
no sé por qué tu nombre tiene para mí
Arlette,
la misteriosa poesía del sufrir.
Yo te he visto pensativa muchas noches
en la mesa del bar,
y tus ojos se perdían en distancias,
que cruzaban el mar.
Arlette,
yo nunca quise que supieras mi pasión.
Arlette,
no sé: por qué calló mi pobre corazón.
Arlette,
mas hoy que sé tu triste fin
a tu recuerdo confiaré
mi gran amor.

Cuando nieve su tristeza
en el bar, el acordeón,
te veré siempre en la mesa con tu copa de licor.
Y veré tus labios tristes aletear,
ya conocidos, de hablar solos y fumar.
Y la copa de mi vida
se llenará de dolor.
Recordando tu partida
y tu imagen tan querida
que tanto amó en silencio, mi corazón.

Arlette

Nem nos Campos Elíseos, nem no alegre boulevard,
Não verão mais os brilhos dos teus olhos verde-mar.
Hoje o velho organilheiro com dor
Cala diante da tua janela sua canção
E a Morte já te deu hora...
e sei que não faltarás.
Linda e boa francesinha,
você igual à Margarita,
Levava na sua vida,
sinal fatal.

Arlette,
não sei por que teu nome tem pra mim
Arlette,
a misteriosa poesia do sofrer.
Eu te vi pensativa muitas noites
na mesa do bar,
e teus olhos se perdiam em distâncias,
que cruzavam o mar.
Arlette,
eu nunca quis que soubesse da minha paixão.
Arlette,
não sei: por que calou meu pobre coração.
Arlette,
más hoje que sei do teu triste fim
ao teu recuerdo confiarei
meu grande amor.

Quando a tristeza nevar
no bar, o acordeão,
te verei sempre na mesa com tua taça de licor.
E verei teus lábios tristes a se mover,
já conhecidos, de falar sozinhos e fumar.
E a taça da minha vida
se encherá de dor.
Recordando tua partida
e tua imagem tão querida
que tanto amou em silêncio, meu coração.

Composição: