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Nada

Horacio Sanguinetti

Nada

He llegado hasta tu casa...
¡Yo no sé cómo he podido!
Si me han dicho que no estás,
que ya nunca volverás...
¡Si me han dicho que te has ido!
¡Cuánta nieve hay en mi alma!
¡Qué silencio hay en tu puerta!
Al llegar hasta el umbral,
un candado de dolor
me detuvo el corazón.

Nada, nada queda en tu casa natal...
Sólo telarañas que teje el yuyal.
El rosal tampoco existe
y es seguro que se ha muerto al irte tú...
¡Todo es una cruz!
Nada, nada más que tristeza y quietud.
Nadie que me diga si vives aún...
¿Dónde estás, para decirte
que hoy he vuelto arrepentido a buscar tu amor?

Ya me alejo de tu casa
y me voy ya ni sé donde...
Sin querer te digo adiós
y hasta el eco de tu voz
de la nada me responde.
En la cruz de tu candado
por tu pena yo he rezado
y ha rodado en tu portón
una lágrima hecha flor
de mi pobre corazón.

Nada

Cheguei até a sua casa...
Não sei como consegui!
Me disseram que você não está,
que nunca mais vai voltar...
Me disseram que você foi embora!
Quanta neve há na minha alma!
Que silêncio há na sua porta!
Ao chegar até o limiar,
um cadeado de dor
parou meu coração.

Nada, nada ficou na sua casa natal...
Só teias de aranha que o mato tece.
A roseira também não existe
e é certo que morreu quando você foi...
Tudo é uma cruz!
Nada, nada além de tristeza e quietude.
Ninguém que me diga se você ainda vive...
Onde você está, para eu te dizer
que hoje voltei arrependido a buscar seu amor?

Já me afasto da sua casa
e já nem sei pra onde vou...
Sem querer, te digo adeus
e até o eco da sua voz
na solidão me responde.
Na cruz do seu cadeado
por sua dor eu rezei
e rolou no seu portão
uma lágrima feita flor
do meu pobre coração.

Composição: