Silêncio na neve
Um homem, um Deus
Nem todo duelo precisa de barulho
Neve no rosto, respiração contada
Não corro do caos, eu espero a hora exata
Enquanto tu fala, eu observo o terreno
Um passo errado vira teu último momento
Não vim pra show, não vim pra plateia
Meu palco é o silêncio, minha fé é a mira cheia
Na guerra aprendi que quem grita morre
E quem fica invisível, sempre escolhe
Rindo do mano com arma na mão
Meu rosto, os iguais confundindo a visão
Viro Thor, Hércules, mudo de forma
Tu atira no vazio achando que acerta a história
Só mentira viva, sou o truque perfeito
Te faço duvidar do próprio conceito
Deus nunca pagou a minha nota e
Quando puxar o gatilho, eu já sumi
Enquanto tu cria ilusão, eu conto o batimento
Um tiro basta, não preciso de argumento
Enquanto o mundo pede a razão, eu mantenho o centro
Um tiro basta, silêncio é meu talento
Clone por clone enchendo a arena
Deuses falsos tentando virar problema
Público confuso, risada no ar
Mas o frio não mente pra quem sabe olhar
Não miro no corpo, miro no eu
Ilusão não respira, não sente o medo
Entre mil cópias, o pulso trai
Quem finge ser tudo, sempre cai
Não foi sorte, foi leitura fina
Olho treinado desde a linha inimiga
Teu disfarce falhou no detalhe menor
O silêncio gritou, esse é o impostor
Prende a respiração, alinhei a mira
Nesse jogo não existe segunda tentativa
Não precisei correr, nem gritar vitória
Só um disparo, e eu virei história
Enquanto tu cria ilusão, eu conto o batimento
Um tiro basta, não preciso de argumento
Enquanto o mundo pede a razão, eu mantenho o centro
Um tiro basta, silêncio é meu talento
Cabeça fria, dedo firme
O som ecoa, e o truque some
Deus no chão sente quem deu
Como um homem fez o impossível acontecer?
Máscara caída, mentira exposta
Nem todo poder vence quem não aposta
A humanidade vira o placar
Seis a cinco, aprende a respeitar
Não foi força, não foi pressa
Foi foco
Nem todo Deus cai com guerra
Alguns caem, com um tiro só