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É Infinito

Idi Bihotz

Infinitum est

Azken portura heldu naiz
ta inor ez dago zain kai zaharrean
atzean geratu dira
ilunabarreko ilusioak
munduan beste asko lez
itsutu egin nahi naute

Poeman nengoenean
murgildurik somatu ahal nuen bidea
eta bidezidor horretan
bizitza dena aurkitzen zintudan
ilusio ispiluek
ixildu egin nahi arren

Ezer ez da bide amaigabean
paradisu infernuan
askatasuna katez lotua
errautsa baino ez da

Aurkitu zaitzaket itsas ganduan
itsasgorenak bultzatua
higizina den azken izebergean
ilusio bera izango zinan
hamaika urte igaro arren
jardungo dut izozten sua
eta gauero ixiltasunean
jardungo dut sinesten zurengan

Ezer ez da bide amaigabean
paradisu infernuan
askatasuna katez lotua
errautsa baino ez da.

É Infinito

Cheguei ao último porto
E não tem ninguém esperando no cais velho
Ficaram para trás
As ilusões do crepúsculo
Como em muitos lugares do mundo
Querem me cegar

Quando eu estava no poema
Eu conseguia sentir o caminho
E naquela trilha
Você encontrava tudo na vida
As ilusões dos espelhos
Querendo se calar

Nada é na estrada sem fim
No paraíso infernal
A liberdade está presa por correntes
Não é mais que cinzas

Posso te encontrar na onda do mar
Impulsionado pelas marés altas
No último icebergue que derrete
Seria a mesma ilusão
Mesmo depois de onze anos
Continuarei congelando o fogo
E toda noite em silêncio
Continuarei acreditando em você

Nada é na estrada sem fim
No paraíso infernal
A liberdade está presa por correntes
Não é mais que cinzas.

Composição: