Conta o rio que nas águas cintilantes
Há história de uma gente
Seu destino, seu amor
A sinfonia e a margem verdejante
No murmúrio imponente infinito feito a flor
Que parece tombar e pelo mundo se vai
Na dança dos temporais e dos milharais
Ao florescer do café, no bico do sabiá
Alvorecer do perfume mais ameno
Aconchega o sereno pra noite se levantar
É o Império da Onça Preta linda
Que mistério traz essa preta linda
Aprumada e atraente!
Encantada feito bruma
Protegeu e arrepiou, Jaguariúna
Protegeu e arrepiou, Jaguariúna
Sobe poeira, o tropeiro ajeita o gibão
A lida se alinha nas linhas da estação
O aperto do casal mais abusado
Em meio à multidão
Fogueira pra saudar cavalaria
Fé antoniana, caipira cantoria
Sinos conversando com as águas de Santa Maria
Quadrilhas sacolejam bandeirinhas
Certeza que a vida vale a pena
O povo explodindo em euforia, delírio na arena
Sonho de menino, memória do peão
O peito apertado, o brilho no olhar
Vou lutando pra ser campeão
E alcançar o primeiro lugar
Tem festa no rodeio, cavaco e viola
Sanfona, pandeiro, batuqueiro, versador refrão
A onça e o tigre apaixonados
É bailão imperiano, samba no interior