Tudo volta
Tudo sangra
Tudo cobra
As cinzas que eu deixei voltaram pra me olhar
Com olhos que eu jurei nunca mais lembrar
O tempo me ensinou, nada some de verdade
Só muda de rosto, muda de vontade
E o que eu fiz por amor, voltou como sentença
O que eu calei, agora grita na minha presença
Eu plantei desejo e colhi desespero
A lei do retorno me chama de espelho
Cada erro volta como uma ilusão
Me lembrando: Eu sou minha própria prisão
As vozes que eu matei agora me acordam
Dizendo meu nome em mil formas tortas
E esse silêncio vazio
Ri de mim, como se fosse o castigo
Nada some, nada esquece
Tudo volta, tudo fere
Eu plantei desejo e colhi desespero
A lei do retorno me chama de espelho
Cada erro volta como uma ilusão
Me lembrando: Eu sou minha própria prisão
Se eu gritei pra existir, agora grito pra sumir!
Se o mundo não me ouviu
Que escute o som do meu cair!
Eu plantei desejo e colhi desespero
A lei do retorno me chama de espelho
Cada erro volta como uma ilusão
Me lembrando: Eu sou minha própria prisão
O retorno veio
E trouxe meu próprio fim
Mas, enfim
Talvez seja isso existir