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Mutação

InD

Nada é permanente
Menos o que muda
E o que muda
Sou eu

Olhei no espelho e vi mil versões de mim
Umas morreram cedo, outras seguem até o fim
O tempo me molda, me quebra, me refaz
Cada cicatriz me diz: Nunca volte pra trás

O que era certo virou talvez
O que era medo virou vez
Aprendi na dor o que é crescer
E que mudar também é se perder

Duradouro não é o que fica
É o que ensina a renascer
Sou constante em movimento
Sou o caos que aprendeu a florescer

Nada é pra sempre, nem o próprio medo
Sou vento, sou cinza, sou segredo
Se o mundo muda, eu mudo também
A cada queda, eu viro alguém

Mudar dói, e como dói!
Mas ficar igual é morrer depois
Toda reforma vem do erro
Todo avanço vem do desterro

Não quero mais ser estátua de mim
Nem sombra do que já teve fim
Inteligência é se adaptar
Mesmo quando o peito quer parar

Duradouro não é o que fica
É o que ensina a renascer
Sou constante em movimento
Sou o caos que aprendeu a florescer

Nada é pra sempre, nem o próprio medo
Sou vento, sou cinza, sou segredo
Se o mundo muda, eu mudo também
A cada queda, eu viro alguém

O que permanece não é o corpo
É o esforço
O que floresce não é sorte
É o corte

Nada é pra sempre, nem o próprio medo
Sou vento, sou cinza, sou segredo
Se o mundo muda, eu mudo também
A cada queda, eu viro alguém

Nada é pra sempre, nem o próprio medo
Sou vento, sou cinza, sou segredo
Se o tempo exige, eu aprendo a lutar
Pra continuar, pra continuar

Composição: Max Roger Silva Barbosa / Projeto InD