A pólvora queima, mas o que mais queima é o que ficou aqui dentro
Caminho entre destroços, cheiro de ferro no ar
Gritos calados, olhos vazios, ninguém pra enterrar
A rua é um cemitério pintado de cinza e sangue
Toda bandeira rasgada tem um nome que se esconde
O soldado volta pra casa, mas nunca retorna inteiro
O corpo tá vivo, mas o olhar, morreu primeiro
As vozes ecoam no escuro do pensamento, um disparo lá fora desperta o tormento
E eu grito, mas o som não sai, as lembranças me prendem, não dá pra voltar atrás
O inferno é aqui, não precisa morrer, a guerra entrou em mim pra nunca mais sair
Cicatrizes de guerra, marcadas na pele e na alma
Ninguém ouve o grito do trauma
O mundo em chamas, eu sou testemunha, o grito é de dor, mas a dor é minha
O tempo não cura, ele repete o som do impacto
Cada lembrança é estilhaço cravado no ato
Crianças crescem vendo o céu em combustão, aprendem que amor é só mais uma munição
O inimigo tem rosto, o mesmo que o meu, mas a ordem é simples: Atira, esqueceu
E quando o silêncio chega, ele não traz paz, traz o peso do que a gente deixou pra trás
Eu ouço passos, mas não tem ninguém, o medo virou parte de quem eu sou também
Cicatrizes, cicatrizes, cicatrizes
Queimem meus ossos, mas não minha mente!
O mundo é um campo de batalha latente!
Ninguém ganha, todo mundo sangra!
A guerra é um Deus que só se alimenta de lágrimas!
Cicatrizes de guerra, marcadas na pele e na alma
Ninguém ouve o grito do trauma
O mundo em chamas, eu sou testemunha, o grito é de dor, mas a dor é minha
O tempo não cura, ele repete o som do impacto
Cada lembrança é estilhaço cravado no ato
Crianças crescem vendo o céu em combustão, aprendem que amor é só mais uma munição
Ninguém ganha, todo mundo sangra!
Ninguém
Ninguém