Segunda-feira, tudo em pausa, tudo em choque
O som das sirenes invade o meu bairro
Aula cancelada, não é feriado, é cenário
É guerra, facção disputando território
Pavimento treme com mais um episódio
Mãe grita: Fica em casa, não se arrisca!
Cidade refém da bala que silencia a pista
Eu só queria um livro, a escola aberta
Mas o medo na rua virou minha nova regra
E quem paga o preço?
A gente
E quem paga o preço?
Sempre a gente
Segunda suspensa, é o caos que manda!
Tá tudo parado, a guerra que anda!
Não tem educação quando o tiro fala
Não tem futuro com a cidade em batalha!
Somos reféns da rota que eles traçam
Vidas viram números quando as armas se abraçam
Somos reféns da rota que eles traçam
Vidas viram números quando as armas se abraçam
Segunda suspensa, é o caos que manda!
Tá tudo parado, a guerra que anda!
Não tem educação quando o tiro fala
Não tem futuro com a cidade em batalha!
Não há futuro!
Não há futuro!