Pomar
Caminhada lenta
Olhos presos para sempre
Nascer do sol coletado e levado
Sob a coleção semeada
De espelhos do passado
Vendo do sono
As alegrias
Da asa recém-descoberta
Puxando o coração e sujo
Arrastando como um verme
Em movimentos de imagens
Pesado dez vezes
De uma ponte de ferro
Que não vai queimar
2,7 metros de lama sólida
Segurando e roubando
O movimento das vigas
Desejos de balançar
Esquecidos como mais uma vez
Eu rastejo sua superfície
Por perda eu sou culpado
Por isso eu sinto muito