Tesoro de Los Inocentes
El tesoro que no ves
La inocencia que no ves
Los milagros que van a estar de tu lado
Cuando comiences a leer de los labios
Y a ignorar los embustes y gustar
Con tu lengua de las aguas que son dulces
Aunque te sientas mal
Si no hay amor que no haya nada entonces, alma mía
No vas a regatear!
Un hermoso día el de hoy!
Ay! Qué bello día es hoy!
Está para desatar nuestra tormenta
Que va a tronar por el dolor
Juegan a "primero yo" y después a "también yo"
Y a "las migas para mí" y cierran el juego porque ya saben que... el tonto nunca puede oler al
diablo (vida mía!) ni si caga en su nariz
Esa mancha que está allí...
Por allí... en el suelo! allí!
Y en tu bella cicatriz
Parece sangre y sin embargo sonreís
El tesoro que no ves!
La inocencia que no ves!
El placer es tan oscuro como el culo de un topo negro y si no hay amor que no haya nada
Entonces, alma mía
No vas a regatear!
Placer que es cruel...
(Le echás el guante
sin lágrimas...
a tu pena allí nomás)
.. y el mundo allí nomás
El sol cocina lento...
Placer que es cruel...
(Vos siempre estás con una excusa a flor de labios...
sin lágrimas..
Con tus dolores allí nomás, sin vida
Con tu sangre en el suelo...
Tesouro dos Inocentes
O tesouro que não vê
A inocência que não vê
Os milagres que vão estar do seu lado
Quando você começar a ler dos lábios
E ignorar os embustes e saborear
Com sua língua as águas que são doces
Mesmo que você se sinta mal
Se não há amor, que não haja nada então, minha alma
Você não vai regatear!
Um lindo dia como hoje!
Ai! Que dia maravilhoso é hoje!
Está na hora de soltar nossa tempestade
Que vai estourar por causa da dor
Jogam de "primeiro eu" e depois de "também eu"
E de "as migalhas pra mim" e fecham o jogo porque já sabem que... o idiota nunca consegue sentir o
diabo (minha vida!) nem se cagar na própria cara
Aquela mancha que está ali...
Ali... no chão! ali!
E na sua bela cicatriz
Parece sangue e, no entanto, você sorri
O tesouro que não vê!
A inocência que não vê!
O prazer é tão escuro quanto o cu de um toupeira negra e se não há amor, que não haja nada
Então, minha alma
Você não vai regatear!
Prazer que é cruel...
(Você pega de jeito
sem lágrimas...
a sua dor ali mesmo)
.. e o mundo ali mesmo
O sol cozinha devagar...
Prazer que é cruel...
(Você sempre tem uma desculpa na ponta da língua...
sans lágrimas...
Com suas dores ali mesmo, sem vida
Com seu sangue no chão...
Composição: Carlos Indio Solari