395px

Um Homem Como Muitos Interlúdio

Gli Inquilini

Uno Come Tanti Interludio

Eh, chi sono?
Sono un uomo come tanti, con una famiglia, un cane, due figli bellissimi...
e pensate che quando erano piccoli volevano sempre stare col papà.
Mi chiamavano: "Papà, papà"... Dio mio che ricordi.

Da quando vanno a scuola invece, addio...
sono cambiati dal giorno alla notte, sembrano due cyborg sembra che stiano seguendo un corso di inquadramento...

pensate ragionano allo stesso modo, sembrano svuotati e quando vedono il presidente in TV sorridono e fanno un cenno quasi servile con la testa. Oh mio Dio.

Poveri bambini miei, poveretti.
Mia moglie, mah, mia moglie...
non ne parliamo nemmeno, parla come la televisione; è completamente immersa in quel suo harem videoludico tanto da dimenticarsi sistematicamente della mia presenza...

parla con il televisore, parla parla parla...
però, IO non esisto; entro, esco... non ci sono...

eh vabbè, io gli ho voluto pure bene e gliene voglio tuttora...

mah, io sono uno spirito libero e non posso essere mai un numero di un codice...
eh, che fare?
Magari mi porteranno al ministero dell'amore per guarirmi, mah... io non li aspetterò, no...
e sapete che vi dico?
Che preferisco premere il tasto rosso e dare via al processo di autodistruzione...

Um Homem Como Muitos Interlúdio

Eh, quem sou eu?
Sou um homem como muitos, com uma família, um cachorro, dois filhos lindos...
e acreditem que quando eram pequenos, queriam sempre estar com o papai.
Me chamavam: "Papai, papai"... Meu Deus, que lembranças.

Desde que começaram a ir para a escola, adeus...
eles mudaram da água pro vinho, parecem dois cyborgs, parece que estão fazendo um curso de alinhamento...

Acreditem, pensam da mesma forma, parecem vazios e quando veem o presidente na TV, sorriem e fazem um aceno quase servil com a cabeça. Oh meu Deus.

Pobres crianças minhas, coitadinhos.
Minha esposa, ah, minha esposa...
nem vamos falar, ela fala como a televisão; está completamente imersa naquele seu harém de videogames a ponto de esquecer sistematicamente da minha presença...

Fala com a televisão, fala fala fala...
mas EU não existo; entro, saio... não estou aqui...

eh, fazer o quê, eu até gostei dela e ainda gosto...

mas, eu sou um espírito livre e nunca posso ser um número de um código...
eh, o que fazer?
Talvez me levem pro ministério do amor pra me curar, ah... eu não vou esperar por eles, não...
e sabem o que eu digo?
Que eu prefiro apertar o botão vermelho e dar início ao processo de autodestruição...

Composição: