Corazón Maldito
Corazón, contesta,
por qué palpitas, sí,
por qué palpitas,
como una campana
que se encabrita, sí,
que se encabrita.
Por qué palpitas.
No ves que la noche
La paso en vela, sí,
la paso en vela,
como en mar violento
la carabela, sí,
la carabela.
Tú me desvelas.
Cuál es mi pecado
pa maltratarme, sí,
pa maltratarme,
como el prisionero
por los gendarmes,
sí, por los gendarmes.
Quieres matarme.
Pero a ti te ocultan
duras paredes, sí,
duras paredes
y mi sangre oprimes
entre tus redes, sí,
entre tus redes.
Por qué no cedes.
Corazón maldito
sin miramiento, sí,
sin miramiento,
ciego, sordo y mudo
de nacimiento, sí,
de nacimiento.
Me das tormento.
Coração Maldito
Coração, responde,
por que você bate, sim,
por que você bate,
como um sino
que se agita, sim,
que se agita.
Por que você bate.
Não vê que a noite
Eu passo em claro, sim,
eu passo em claro,
como em mar revolto
a caravela, sim,
a caravela.
Você me tira o sono.
Qual é meu pecado
pra me maltratar, sim,
pra me maltratar,
como o prisioneiro
pelos guardas,
sim, pelos guardas.
Você quer me matar.
Mas a você te escondem
paredes duras, sim,
paredes duras
e minha sangue você oprime
entre suas redes, sim,
entre suas redes.
Por que não cede.
Coração maldito
sem consideração, sim,
sem consideração,
cego, surdo e mudo
de nascimento, sim,
de nascimento.
Você me dá tormento.
Composição: Violeta Parra