Abanti Morocha
Nos empezamos de golpe
nos saboreamos de prepo
como salidos de un cuento de amor
vos venías de un viaje de mochilas cansadas
yo pateaba veranos sin sol
Y en el escolazo de los besos
cantamos bingo, y así andamos
sin nada de mapas ni de candados
Arriba morocha
que nadie está muerto
vamos a punguearle a esta vida amarreta
un ramo de sueños
Avanti morocha no nos llueve tanto
no tires la toalla que hasta los más mancos
la siguen remando
Nunca dejo que un ángel haga un nido en mi almohada
pero me acuerdo tarde, mi amor
hoy me siento a la sombra de tus piernas dormidas
y le converso a mi insomio de vos
Y como los fantasmas del recuerdo
salen a la noche a patotearte
vos andás descalza y en puntas de pie
Arriba morocha
que nadie está muerto
vamos a punguearle a esta vida amarreta
un ramo de sueños
Avanti morocha no nos llueve tanto
no tires la toalla que hasta los más mancos
la siguen remando
Es tan fácil perderse en las calles del miedo
no me sueltes la mano mi amor
mi casa es un desastre sin tu risa
no me dejaste ni las migas
a cara de perro estoy extrañadote
Arriba morocha
que nadie está muerto
vamos a punguearle a esta vida amarreta
un ramo de sueños
Avanti morocha no nos llueve tanto
no tires la toalla que hasta los más mancos
la siguen remando
no tires la toalla que hasta los más mancos
Arriba morocha
Avanti morocha
Arriba morocha
Arriba morocha
Avanti morocha...
Avante, Morena
A gente começou de repente
A gente se saboreou de um jeito inesperado
Como saídos de um conto de amor
Você vinha de uma viagem com mochilas cansadas
Eu chutava verões sem sol
E no estalo dos beijos
Cantamos bingo, e assim seguimos
Sem mapas nem cadeados
Levanta, morena
Que ninguém tá morto
Vamos tirar um sarro dessa vida mesquinha
Um ramo de sonhos
Avante, morena, não tá chovendo tanto
Não desista, que até os mais mancos
Ainda tão remando
Nunca deixo um anjo fazer ninho no meu travesseiro
Mas me lembro tarde, meu amor
Hoje me sento à sombra das suas pernas adormecidas
E converso com meu insônias sobre você
E como os fantasmas da lembrança
Saem à noite pra te perturbar
Você anda descalça e na ponta dos pés
Levanta, morena
Que ninguém tá morto
Vamos tirar um sarro dessa vida mesquinha
Um ramo de sonhos
Avante, morena, não tá chovendo tanto
Não desista, que até os mais mancos
Ainda tão remando
É tão fácil se perder nas ruas do medo
Não me solta a mão, meu amor
Minha casa é um caos sem seu sorriso
Você não deixou nem as migalhas
Com cara de cachorro, tô te estranhando
Levanta, morena
Que ninguém tá morto
Vamos tirar um sarro dessa vida mesquinha
Um ramo de sonhos
Avante, morena, não tá chovendo tanto
Não desista, que até os mais mancos
Ainda tão remando
Não desista, que até os mais mancos
Levanta, morena
Avante, morena
Levanta, morena
Levanta, morena
Avante, morena...