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Clamor À Rua — Bará

Iré Ònà

O caos é a lei da rua
O caos é a lei da rua
Exu Bará, senhor das encruzilhadas
Onde o pé pisa, o chão estala!
Agô, iê! Laroyê!

Laroyê Exu, kô bá, Laroyê Exu
Exu chô chô ana, Bará lonan
Laroyê Exu, babá mi agô
Iyá mi agô, Orixá bô-bô agô
Agô mojubá rê, axé!

Senhor dos caminhos e dos destinos
Olhai por minha vida e minha família
Protegei-me de todo perigo e dos desatinos
Desses que caminham comigo, fazei vigília

Senhor Bará, senhor da virilidade
Defendei-me de toda maldade
Seja meu protetor de dia e de noite
Vá diante de mim e livrai-me dos açoites

Possui seus segredos na cabaça
Nada desperdiça, a todos abraça
Orixá matreiro, seja meu conselheiro
Orientai-me, grande mensageiro

Gargalhadas pra todos que te afrontem
Faça hoje para que aconteça ontem
Elo entre o Orum e o Ayê
Venha me socorrer

Mojuubá, Aduupê, Mopé, meu Bará
Que meu corpo seja o teu sagrado ilê
Otí pra despertar, dendê pra apaziguar
Laroyê, laroyê que tua voz venha me valer

Bará ô bêbê tirirí lônã
Exu Tirirí
Bará ô bêbê tirirí lônã
Exu Tirirí
Bará ô bêbê tirirí lônã
Exu Tirirí
Bará ô bêbê tirirí lônã
Exu Tirirí

Na rua o caos é a lei
O fogo traz a vida, agô iê
Vira a chave
Rompe a grade
No seu passo, a integridade

Ogó, corta o vento
Paó, em chamamento
O dono do mercado é puro movimento!

Bará! Senhor do caos!
A rua é o seu reino
O mundo é o seu eixo!
Sua lei é o movimento!
Agô iê, Exu!
Agô iê, Exu!

Laroyê, Laroyê
Que tua voz, meu pai
Venha me valer

Composição: Rafael Silveira Chiaro