Eleven
La gris mañana parece anunciar
Lo que el viento no tardó en traer
Sobre el asfalto se hicieron sentir
Ceniza y sangre, ya puedes oler
Entre mis nubes un halcón cazará
La débil presa que no olvidaré
Tus sucias garras, como un puñal
Abren la espalda, del libre hombre
Eleven, tu ambición
Eleven, tus armas
Eleven, tu traición
Eleven, nuestras lápidas
Al pasar ya un cuarto de siglo
No pidas que yo, cierre la yaga
La culpa es de aquel viejo niño
Lloró mil noches, pidió venganza
Mintieron todos sobre sus horrores
El odio queda y viste mi alma
El lugar que en la historia ocuparás
está junto a Auschwitz y San Bartolomé
Recuerda que la historia se traza
Sólo si hay guerras, dolor... y mártires
Eleven, tu ambición
Eleven, tus armas
Eleven, tu traición
Eleven, nuestras lápidas
Muy pronto se abrirán
Las alamedas que yo soñé
Cuando tú estés, bajo tres metros
Con flores secas, tapándote
Franco y Adolf te recibirán
y el diablo tiembla cuando los ve
Se acabó el ser que inhibió las mentes
y mi país... ¡será al fin libre!
Onze
A manhã cinza parece anunciar
O que o vento não tardou em trazer
Sobre o asfalto se fez sentir
Cinzas e sangue, já dá pra sentir
Entre minhas nuvens um falcão caçará
A frágil presa que não esquecerei
Suas garras sujas, como uma adaga
Abrem as costas, do homem livre
Onze, sua ambição
Onze, suas armas
Onze, sua traição
Onze, nossas lápides
Ao passar já um quarto de século
Não peça que eu feche a ferida
A culpa é daquele velho menino
Chorou mil noites, pediu vingança
Todos mentiram sobre seus horrores
O ódio fica e veste minha alma
O lugar que na história ocuparás
Está junto a Auschwitz e São Bartolomeu
Lembre-se que a história se traça
Só se há guerras, dor... e mártires
Onze, sua ambição
Onze, suas armas
Onze, sua traição
Onze, nossas lápides
Muito em breve se abrirão
As alamedas que eu sonhei
Quando você estiver, a três metros
Com flores secas, te cobrindo
Franco e Adolf te receberão
E o diabo treme quando os vê
Acabou o ser que inibiu as mentes
E meu país... será enfim livre!