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Versos Pelo Mundo Ao Contrário

Isabel Parra

Versos Por El Mundo Al Revés

La ciudad de Cofralande
Es rebuena pa' los pobres
Allá no se gasta un cobre
Los comercios son de balde

Es cosa muy admirable
Los vivientes bien lo dicen
Por hambre naide se aflige
Ni 'nque la quieran pasar
Y pa'l que quiera fumar
Hay cigarros de tabique

Hay un estero de vino
Que atraviesa la ciudad
Y son de harina tostá'
Los arenales que vimos

Los que pasan por caminos
Dicen: Aquí está lo bueno
Y se atracan sin recelo
Del poder que los alima
Agarran vino y harina
Y se ponen a hacer pijuelos

Río de aguardiente habrá
Porque allí no habitan truchas
Hay un morrito de azúcar
A'onde pegan la topá'a

Y más abajito habrá
Ponche bien alcanfora'o
De azúcar bien sazona'o
Todo este licor se junta
A'onde se clavan de punta
Todos los aficiona'os

Aquí va la despedida
Y la ciudad tiene su honor
Las tejas de sopaipilla
Los ladrillos alfajor

Versos Pelo Mundo Ao Contrário

A cidade de Cofralande
É muito boa pra quem é pobre
Lá não se gasta um centavo
Os comércios são de graça

É algo bem admirável
Os moradores falam bem
Por fome ninguém se aflige
Nem que queiram passar
E pra quem quer fumar
Tem cigarro de tabaco

Tem um rio de vinho
Que atravessa a cidade
E são de farinha torrada
As areias que vimos

Os que passam pelos caminhos
Dizem: Aqui tá o bom
E se empanturram sem medo
Do poder que os alimenta
Pegam vinho e farinha
E começam a fazer pijamas

Vai ter rio de aguardente
Porque lá não tem truta
Tem um morro de açúcar
Onde batem a cachaça

E mais pra baixo vai ter
Ponche bem temperado
De açúcar bem adoçado
Todo esse licor se junta
Onde se cravam de ponta
Todos os aficionados

Aqui vai a despedida
E a cidade tem seu valor
As telhas de sopaipilla
Os tijolos alfajor