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Muro

Jacek Kaczmarski

Mury

On natchniony i młody był
Ich nie policzył by nikt
On dodawał pieśnią sił
Śpiewał, że blisko już świt

Świec tysiące palili mu
Znad głów unosił się dym
Śpiewał że czas by runął mur
Oni śpiewali wraz z nim

Wyrwij murom zęby krat
Zerwij kajdany połam bat
A mury runą, runą, runą
I pogrzebią stary świat
Wyrwij murom zęby krat
Zerwij kajdany połam bat
A mury runą, runą, runą
I pogrzebią stary świat

Wkrótce na pamięć znali pieśń
I sama melodia bez słów
Niosła ze sobą starą treść
Dreszcze na wskroś serc i głów

Śpiewali więc, klaskali w rytm
Jak wystrzał, poklask ich brzmiał
I ciążył łańcuch, zwlekał świt
On wciąż śpiewał i grał

Wyrwij murom zęby krat
Zerwij kajdany połam bat
A mury runą, runą, runą
I pogrzebią stary świat
Wyrwij murom zęby krat
Zerwij kajdany połam bat
A mury runą, runą, runą
I pogrzebią stary świat

Aż zobaczyli ilu ich
Poczuli siłę i czas
I z pieśnią, że już blisko świt
Szli ulicami miast

Zwalali pomniki i rwali bruk
Ten z nami, ten przeciw nam!
Kto sam ten nasz najgorszy wróg!

A śpiewak także był sam
Patrzył na równy tłumów marsz
Milczał wsłuchany w kroków huk
A mury rosły, rosły, rosły
Łańcuch kołysał się u nóg

Patrzy na równy tłumów marsz
Milczy wsłuchany w kroków huk
A mury rosną, rosną, rosną
Łańcuch kołysze się u nóg

Muro

Ele estava inspirado e jovem
Ninguém poderia contar
Ele acrescentava força com sua canção
Cantava que o amanhecer estava próximo

Milhares de velas eram acesas para ele
A fumaça subia sobre as cabeças
Cantava que era hora de derrubar o muro
Eles cantavam junto com ele

Arranque os dentes das grades dos muros
Quebre as correntes, quebre os bastões
E os muros cairão, cairão, cairão
E enterrarão o velho mundo
Arranque os dentes das grades dos muros
Quebre as correntes, quebre os bastões
E os muros cairão, cairão, cairão
E enterrarão o velho mundo

Logo decoraram a canção de cor
E a melodia sozinha, sem palavras
Levava consigo a antiga mensagem
Arrepios por todo o coração e mente

Então cantavam, batiam palmas no ritmo
Como um tiro, o som de suas palmas ecoava
E o peso das correntes, o amanhecer atrasava
Ele continuava cantando e tocando

Arranque os dentes das grades dos muros
Quebre as correntes, quebre os bastões
E os muros cairão, cairão, cairão
E enterrarão o velho mundo
Arranque os dentes das grades dos muros
Quebre as correntes, quebre os bastões
E os muros cairão, cairão, cairão
E enterrarão o velho mundo

Até que perceberam quantos eram
Sentiram a força e o tempo
E com a canção, que o amanhecer estava próximo
Caminharam pelas ruas das cidades

Derrubavam estátuas e arrancavam paralelepípedos
Este conosco, este contra nós!
Quem está sozinho é nosso pior inimigo!

E o cantor também estava sozinho
Observava a marcha igual dos tumultos
Silenciava, ouvindo o estrondo dos passos
E os muros cresciam, cresciam, cresciam
As correntes balançavam aos pés

Observava a marcha igual dos tumultos
Silenciava, ouvindo o estrondo dos passos
E os muros cresciam, cresciam, cresciam
As correntes balançavam aos pés

Composição: Jacek Kaczmarski