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Desejo de loquera

Jael Soto

Ganas de Loquera

Hoy me levanté con ganas de pegarme una loquera
Quemando llanta en mi troca la sangre se me acelera
Mis vecinos ya están hartos, les hice una balacera
Y si llega la patrulla, me acompañan en la peda
Sí, señor, soy mexicano, que retumbe la bandona
Me gusta pistear macizo, para eso no tengo hora
Una Silverado roja es la que me ven paseando
Levantada y buenos rines pa’ que no me vean pa’ abajo
Retumbando las bocinas por donde sea que paso

Morras se me echan encima por la trocona que traigo
Pero no me hacen pendejo, ni tampoco las desaíro
Me están esperando 4 y esta noche cena, Pancho
Y un saludo pa’ toda la gente arremangada
Y es su compa Joel Soto
¡Jálele, jálele, jálele, viejo!

Nos vinimos para el norte en lo derecho jalando
Pero en eso duré poco, pues no me gustó el cansancio
Un amigo me dio chanza de menear unos gramitos
Ahora ya son varios kilos, vendemos mota y perico
Y pa’ todos los corrientes les tengo uno recortito

No iba a contar mi pasado, pa’ qué contar sufrimientos
La neta que sí fui pobre y lloro cuando me acuerdo
Ver a mi madre llorando, no teníamos ni un peso
Entre hambre y la tristeza nunca faltaron sus besos
Les juré, primero muerto que no sacarlos del hueco

Desejo de loquera

Hoje acordei querendo bater uma loquera
Queimando o pneu do meu caminhão, meu sangue acelera
Meus vizinhos já estão fartos, eu atirei neles
E se a patrulha chega, eles me acompanham na peda
Sim, senhor, eu sou mexicano, deixe a bandona ressoar
Eu gosto de pistear sólido, para isso não tenho tempo
Um Silverado vermelho é aquele que me veem andando
Rodas levantadas e boas para que eles não me vejam para baixo
Aumentando os alto-falantes onde quer que eu vá

Garotas se jogam em mim por causa da trocona que eu trago
Mas eles não me fazem um idiota, nem eu os desprezo
4 estão esperando por mim e jantar hoje à noite, Pancho
E uma saudação a todas as pessoas com as mangas arregaçadas
E é seu compa Joel Soto
Puxe-o, puxe-o, puxe-o, velho!

Viemos para o norte na direita puxando
Mas nisso não aguentei muito, porque não gostei do cansaço
Um amigo me deu a chance de agitar alguns gramas
Agora são vários quilos, vendemos maconha e periquito
E para todas as correntes eu tenho uma curta

Eu não ia contar meu passado, por que contar sofrimentos
A net que sim eu era pobre e choro quando lembro
Veja minha mãe chorando, não tínhamos um centavo
Entre fome e tristeza seus beijos nunca faltaram
Eu jurei a eles, primeiro morto que não os tiraria do buraco