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Vermelho de Sangue

Janette Chao

Rojo de Sangre

Yo no me ando a medias tintas
traigo un duelo que me pinta
todo el cielo color guinda y carmesi...
rojo de sangre, de ego herido, de dolor,
de rosas marchitas, de gritos que gritan, de voces sin voz.

Yo no me ando a medias aguas
traigo heridos cuerpo y alma
tengo grietas en la calma, en la quietud...
pena en las venas y agonía en el corazón
derrumbes, condenas,
martirios, cadenas,
azul desazón.

Yo no quiero que te vayas y me aferro a tu mirada
pero no puedo hacer nada más
y es que ya me voy sintiendo sola, me tragan ya las olas
de mi amargura soledad.

Vermelho de Sangue

Eu não fico em cima do muro
trago um duelo que me pinta
todo o céu de cor vinho e carmesim...
vermelho de sangue, de ego ferido, de dor,
de rosas murchas, de gritos que gritam, de vozes sem voz.

Eu não fico em águas mornas
trago feridas no corpo e na alma
tenho rachaduras na calma, na quietude...
dor nas veias e agonia no coração
derrubadas, condenações,
martírios, correntes,
azul desconforto.

Eu não quero que você vá e me agarro ao seu olhar
mas não posso fazer nada mais
e é que já estou me sentindo sozinha, as ondas já me engolem
da minha amarga solidão.

Composição: Jannette Chao