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TESTAMENTO

Javi Medina

Testamento

To' lo que tengo de mí
Lo he ido regalando y no hay nadie aquí
Me tratan como un loco
Con los bolsillos rotos

Tengo temas pa' seguir
Y no van a tocarlos, no quieren venir
Se mueren en mi cuarto
Y nadie va a llorarlos

Y nadie llama
Soy el testamento de uno que no tiene nada
Una carta en un cajón, una moneda sin cara
¡Qué cosa más rara!

Y no sé lo que escribe el destino, no sé
Si es que juega conmigo o no lo sé
Yo le canto al oído

Y tal vez, todo esto que escribo, tal vez
Se pierda en el olvido, no lo sé
Pero yo voy y lo escribo

Y nadie llama
Soy el testamento de uno que no tiene nada
Una carta en un cajón, una moneda sin cara
¡Qué cosa más rara!

TESTAMENTO

Tudo que eu tenho de mim
Eu fui dando e não tem ninguém aqui
Me tratam como um doido
Com os bolsos furados

Tenho coisas pra seguir
E não vão tocar, não querem vir
Morrendo no meu quarto
E ninguém vai chorar por isso

E ninguém liga
Sou o testamento de quem não tem nada
Uma carta em uma gaveta, uma moeda sem cara
Que coisa mais estranha!

E não sei o que escreve o destino, não sei
Se ele brinca comigo ou não sei
Eu canto no ouvido dele

E talvez, tudo isso que escrevo, talvez
Se perca no esquecimento, não sei
Mas eu vou e escrevo

E ninguém liga
Sou o testamento de quem não tem nada
Uma carta em uma gaveta, uma moeda sem cara
Que coisa mais estranha!