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Sombras

Javier Solís

Sombras

Quisiera abrir lentamente mis venas
Mi sangre toda verterla a tus pies
Para poderte demostrar
Que más no puedo amar
Y, entonces, morir después

Y, sin embargo, tus ojos azules
Azul que tienen el cielo y el mar
Viven cerrados para mí
Sin ver que estoy aquí
Perdido en mi soledad

Sombras nada más
Acariciando mis manos
Sombras nada más
En el temblor de mi voz

Pude ser feliz
Y estoy en vida muriendo
Y entre lágrimas viviendo
El pasaje más horrendo
De este drama sin final

Sombras nada más
Entre tu vida y mi vida
Sombras nada más
Entre tu amor y mi amor

Qué breve fue tu presencia en mi hastío
Qué tibias fueron tus manos, tu voz
Como luciérnaga llegó tu luz
Y disipó las sombras de mi rincón

Y yo quedé como un duende temblando
Sin el azul de tus ojos de mar
Que se han cerrado para mí
Sin ver que estoy aquí
Perdido en mi soledad

Sombras nada más
Acariciando mis manos
Sombras nada más
En el temblor de mi voz

Pude ser feliz
Y estoy en vida muriendo
Y entre lágrimas viviendo
El pasaje más horrendo
De este drama sin final

Sombras nada más
Entre tu vida y mi vida
Sombras nada más
Entre tu amor y mi amor

Sombras

Queria abrir devagar minhas veias
Todo o meu sangue derramar aos teus pés
Para poder te mostrar
Que mais não posso amar
E, então, morrer depois

E, no entanto, teus olhos azuis
Azul que têm o céu e o mar
Vivem fechados para mim
Sem ver que estou aqui
Perdido na minha solidão

Sombras nada mais
Acariciando minhas mãos
Sombras nada mais
No tremor da minha voz

Pude ser feliz
E estou em vida morrendo
E entre lágrimas vivendo
A passagem mais horrenda
Deste drama sem final

Sombras nada mais
Entre tua vida e minha vida
Sombras nada mais
Entre teu amor e meu amor

Quão breve foi tua presença no meu tédio
Quão quentes foram tuas mãos, tua voz
Como vaga-lume chegou tua luz
E dissipou as sombras do meu canto

E eu fiquei como um duende tremendo
Sem o azul dos teus olhos de mar
Que se fecharam para mim
Sem ver que estou aqui
Perdido na minha solidão

Sombras nada mais
Acariciando minhas mãos
Sombras nada mais
No tremor da minha voz

Pude ser feliz
E estou em vida morrendo
E entre lágrimas vivendo
A passagem mais horrenda
Deste drama sem final

Sombras nada mais
Entre tua vida e minha vida
Sombras nada mais
Entre teu amor e meu amor

Composição: José María Contursí / Francisco Lomuto