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Luz (feat. Dtrip & Matias Foucault)

Jazz Muy Tarde

Luz (feat. Dtrip & Matias Foucault)

No merezco lo que tengo, ni lo que perdí
Calmo los nervios con palabras que salen de aquí
Tengo demonios que me hablan, no dejan dormir
La vida da la espalda y yo perdido en mi génesis

Fuera, siempre llegan sombras que anuncian mi plan
Suena, gritos en mi alma por quemar mi bandera
Recuérdame que el tiempo se encargó de ti
Espérame al final de tu cena

Soltando mis cadenas
Hay tanto hijo de puta en esta Tierra
Voy caminando al fondo de mi ser
Hacia una vida plena

Despiértame
Mi mente sigue intacta, voy a acabar perdido en esta trampa
Concéntrate, intenta ver
Mi mente sigue intacta, voy acabar perdido en esta trampa
Concéntrate, intenta ver
No entiendo eso que hablas, yo seguiré perdido en esta trampa

Y es que la rama más alta observaba todo
El sigiloso emperador
Protector del trono
En un mundo de monos

Manos atadas de menos a más apostaban
Portaban estandartes de sus victorias ganadas
Y más nada bastaba
Gastaban hasta el último aliento que les quedaba de su vida pasada
En la que todo pudo ser mejor y no fue
El aroma de la muerte perforaba su piel

El hambre debastaba, soldaba el hombre en su desolación
Brujos impartían castigos en forma de lección
Y la elección no era otra que marcharse
El mañana era mejor y el presente era muy tarde

Sigo ciego esperando la tormenta
Conozco a demonios que contra dioses se enfrentan
En batallas más arriba del Olimpo
Aunque la suciedad me rodea

Quién merodea en el campo de trigo
Nadie más que el escritor nativo del dolor testigo
Fabrico laberintos con lo que digo
Capturo al verso fugitivo y prosigo

No me describo, escribo lo que vivo
Exprimo al sustantivo y lo rimo primo
Sin bronca cuando escribo
Lastimo al cretino rapper estilo newyorkino

Yo tengo firme el báculo
Intento ver si hay luz tras mi pronóstico
Los vientos están cambiando y no sé a dónde voy

Destrúyelo, me dicen
Destrúyelo y yo quiero darme el júbilo
De vomitar mi rabia sobrevolando este tránsito

Shit

Como si moverles el cuello me importará
Estoy bailando mis penas solo con mi alma
Y de verdad que no me importa nada más que hacer mis cálculos
Sumar, crucificción y con canciones hacer rectángulos
Que encierre en mí, ánimo
Y mi caminar sonámbulo
Al camino de regreso donde ayer cayó mi ejército
Es tener mérito al poder de mis escritos
Pero lejos de las tierras gobernadas por mi equipo, omito

Cabe el silencio de los Judas que me besan
Es normal que perros ladren si maté a cientas cabezas
Honey
Demasiadas informaciones para el tiempo actual
Quedate, todo y más
Voy a saltar

Luz (feat. Dtrip & Matias Foucault)

Não mereço o que tenho, nem o que perdi
Calmo os nervos com palavras que saem daqui
Tenho demônios que me falam, não deixam eu dormir
A vida dá as costas e eu perdido na minha gênese

Fora, sempre chegam sombras que anunciam meu plano
Soa, gritos na minha alma pra queimar minha bandeira
Lembre-se que o tempo cuidou de você
Me espere no final do seu jantar

Soltando minhas correntes
Tem tanto filho da puta nessa Terra
Vou caminhando pro fundo do meu ser
Rumo a uma vida plena

Desperta-me
Minha mente continua intacta, vou acabar perdido nessa armadilha
Concentra-te, tenta ver
Minha mente continua intacta, vou acabar perdido nessa armadilha
Concentra-te, tenta ver
Não entendo isso que você fala, eu continuarei perdido nessa armadilha

E é que o galho mais alto observava tudo
O silencioso imperador
Protetor do trono
Num mundo de macacos

Mãos atadas de menos a mais apostavam
Carregavam estandartes de suas vitórias conquistadas
E nada mais bastava
Gastavam até o último fôlego que lhes restava da vida passada
Na qual tudo poderia ter sido melhor e não foi
O aroma da morte perfurava sua pele

A fome devastava, soldava o homem em sua desolação
Bruxos impunham castigos em forma de lição
E a escolha não era outra senão ir embora
O amanhã era melhor e o presente era muito tarde

Continuo cego esperando a tempestade
Conheço demônios que enfrentam deuses
Em batalhas mais acima do Olimpo
Embora a sujeira me rodeie

Quem perambula no campo de trigo
Ninguém mais que o escritor nativo do dor, testemunha
Fabrico labirintos com o que digo
Capturo o verso fugitivo e prossigo

Não me descrevo, escrevo o que vivo
Espremo o substantivo e rimo, primo
Sem raiva quando escrevo
Machuco o cretino rapper estilo nova-iorquino

Eu tenho firme o báculo
Tento ver se há luz atrás do meu prognóstico
Os ventos estão mudando e não sei pra onde vou

Destrua isso, me dizem
Destrua isso e eu quero me dar o júbilo
De vomitar minha raiva sobrevoando esse trânsito

Merda

Como se mexer o pescoço deles me importasse
Estou dançando minhas penas só com minha alma
E de verdade não me importa nada mais que fazer meus cálculos
Somar, crucificação e com canções fazer retângulos
Que encerrem em mim, ânimo
E meu caminhar sonâmbulo
Pro caminho de volta onde ontem caiu meu exército
É ter mérito ao poder dos meus escritos
Mas longe das terras governadas pela minha equipe, omito

Cabe o silêncio dos Judas que me beijam
É normal que cães ladrem se matei centenas de cabeças
Querida
Muitas informações para o tempo atual
Fique, tudo e mais
Vou pular

Composição: Jazz Muy Tarde