O cupim para viver, precisa de comer madeira
A criança pra crescer, de peito e de mamadeira
Humorista para ser bom precisa falar uma besteira
Violeiro apaixonado dorme abraçado com seu pinho
Eu não consigo viver sem seu amor e o seu carinho
Já domei muito burro xucro já montei em boi pantaneiro
Já dormi fora de casa e gastei todo o meu dinheiro
No rodeio as vezes caio, mais levanto bem ligeiro
Sou igual a peonada bebo mais não sou cachaceiro
Acordo de madrugada e arreio o meu alazão
Percorro toda fazenda olhando cada pedaço de chão
Confiro minha boiada ouvindo moda de viola minha paixão
O pasto todo verdinho cercado com arame liso
Aqui é um cantinho do céu aqui é o meu paraíso
Na invernada só vou no trote, na estrada solto o galope
A noitinha volto pra casa com umas no pote
Lá tenho a minha metade me esperando apaixonada
Tá querendo me dar herdeiro anda toda assanhada
Aqui o sistema é bruto sou caboclo da pele queimada
Domingo é só alegria churrasco e uma gelada
O açougue tá bem pertinho soltinho na invernada
A mulher cuida dos doces pra alegrar a molecada
A tarde deito na rede pra dar aquela descansada