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Exausto

Jesus Dalet

Exhausto

A veces quisiera poder comprender
Lo que mi cabeza no deja de comer
Que será lo que me falta para entender
Que me estoy matando cada anochecer

Que cada minuto me alejo de ti
Y que cada segundo pareciera el fin
Tengo miedo y quiero correr hacia a ti
Pero temo que tus brazos ya no esperen por mi

Mi mente distorsiona de nuevo la realidad
No te quiero fallar
(Pero estoy cansado)

Y estoy exhausto
De tantos excesos
De vivir al filo de la fragilidad

De las mentiras que creo
Cuando tengo miedo
Y busco abrigo en lugares donde no los hay
(Donde no los hay)

Arrastro cadenas que yo mismo forje
No hay carcelero afuera vive dentro de mi piel
Hablo de gracia pero no sé dónde descansar
Predico libertad con las manos atada atrás

Cada noche me prometo no volver a caer
Y amanezco preguntando porque lo volví a hacer
Me miro al espejo y ya no tengo a quien culpar
El hijo prodigo no se sabe la de regresar

Me acostumbre a fingir que todo está bien
Y a llamar normal el vivir lejos de tu voz
Y aunque se quien soy, cuando te escuche
Me dolió ver como mi fe menguo

Y estoy exhausto
De tantos excesos
De vivir al filo de la fragilidad

De las mentiras que creo
Cuando tengo miedo
Y busco abrigo en lugares donde no los hay
(Donde no los hay)

Y no quiero seguir siendo un extraño en tu casa
Ni un creyente solo cuando falte fe
Si voy a romperme quiero que sea ante tu gracia
Yo quiero volver

Si me miras aunque aun yo no te veo
Si me hablas aunque aun yo no te puedo oír
Has pedazos todo lo que me encadena
Que ya no puedo seguir

Y estoy exhausto
De tantos excesos
De vivir al filo de la fragilidad

De las mentiras que creo
Cuando tengo miedo
Y busco abrigo en lugares donde no los hay
Donde no los hay

Exausto

Às vezes eu queria poder entender
O que minha cabeça não para de devorar
O que será que me falta pra compreender
Que estou me matando a cada anoitecer

Que a cada minuto eu me afasto de você
E que a cada segundo parece ser o fim
Estou com medo e quero correr até você
Mas temo que seus braços já não esperem por mim

Minha mente distorce de novo a realidade
Não quero te decepcionar
(Mas estou cansado)

E estou exausto
De tantos excessos
De viver na beira da fragilidade

Das mentiras que eu crio
Quando estou com medo
E busco abrigo em lugares onde não tem
(onde não tem)

Arrasto correntes que eu mesmo forjei
Não há carcereiro fora, vive dentro da minha pele
Falo de graça, mas não sei onde descansar
Pregando liberdade com as mãos amarradas atrás

Toda noite eu prometo não cair de novo
E amanheço perguntando por que eu fiz de novo
Me olho no espelho e já não tenho a quem culpar
O filho pródigo não sabe como voltar

Me acostumei a fingir que tá tudo bem
E a chamar de normal viver longe da sua voz
E mesmo sabendo quem sou, quando te escuto
Dói ver como minha fé diminuiu

E estou exausto
De tantos excessos
De viver na beira da fragilidade

Das mentiras que eu crio
Quando estou com medo
E busco abrigo em lugares onde não tem
(onde não tem)

E não quero continuar sendo um estranho na sua casa
Nem um crente só quando falta fé
Se eu vou me quebrar, quero que seja diante da sua graça
Eu quero voltar

Se você me olhar, mesmo que eu ainda não te veja
Se você me falar, mesmo que eu ainda não te escute
Desfaça tudo que me encadena
Porque já não posso continuar

E estou exausto
De tantos excessos
De viver na beira da fragilidade

Das mentiras que eu crio
Quando estou com medo
E busco abrigo em lugares onde não tem
Onde não tem

Composição: Jesus Dalet