395px

O Abrojito

Jesús Fernández Blanco

El abrojito

Llevo, como abrojito, prendido
dentro del corazón una pena
porque te fuiste, ingrata, del nido
y mi vida tan serena
condenaste así al dolor.
Nunca podré arrancar de mi pecho,
¡nunca! el abrojito punzante.
Y ando, por todo el mal que me has hecho
con el alma agonizante,
sin fe, sin nido, ni amor...

No sé por qué te alejaste de mí
si yo te adoré con creciente fervor.
No sé por qué me engañabas así,
sin demostrar tu desamor...
Con tu querer, yo era un hombre feliz
y nunca pensé que tu ardiente pasión
era el puñal que me habría de abrir
esta herida de mi corazón.

Quiero que en tu vivir errabundo,
sepas que solo y entristecido
marcho por los senderos del mundo,
con recuerdos que han prendido
como abrojos de cardal...
Pido que alguna vez tropecemos
para saber si al fin has hallado
todo lo que inconsciente has soñado.
¡Y quizá después podamos
volver los dos a empezar!

O Abrojito

Levo, como abrojito, preso
dentro do coração uma dor
porque você foi embora, ingrata, do ninho
e minha vida tão serena
condenou assim à dor.
Nunca poderei arrancar do meu peito,
¡nunca! o abrojito cortante.
E ando, por todo o mal que você me fez
com a alma agonizante,
sin fé, sem ninho, nem amor...

Não sei por que você se afastou de mim
se eu te adorei com crescente fervor.
Não sei por que você me enganava assim,
sin mostrar seu desamor...
Com seu amor, eu era um homem feliz
e nunca pensei que sua paixão ardente
era a faca que me abriria
esta ferida do meu coração.

Quero que na sua vida errante,
saiba que sozinho e entristecido
caminho pelos caminhos do mundo,
com lembranças que pegaram
como abrojos de cardal...
Peço que alguma vez nos trombamos
para saber se enfim você encontrou
tudo que inconsciente sonhou.
¡E talvez depois possamos
começar os dois de novo!

Composição: Luis Bernstein, Jesús Fernández Blanco