395px

Savana

Joan Manuel Serrat

Sabana

Sabana... Sabana... Con tu brisa de mastranto, tus espejos de laguna. Centinela de palmeras que se asoman con la luna. Aquí me quedo contigo aunque me vaya muy lejos como tórtola que vuela y deja el nido en el suelo. Se me aprieta el corazón... No ver más tu amanecer, ni al cimarrón, ni la mata, ni la garza que levanta. Con el cabresto te dejo, amarrados, mis amores. Gota a gota que te cuente mis penas el tinajero.
Ya tu arestín mañanero no me mojará los ruedos ni el humo de leña verde hará que mis ojos lloren. Mañana cuando me vaya te quedarás tan solita como becerro sin madre, como morichal sin agua. Sabana... Sabana...

Savana

Savana... Savana... Com sua brisa de capim, seus espelhos de lagoa. Sentinela de palmeiras que se mostram com a lua. Aqui fico contigo, mesmo que eu vá bem longe, como a rolinha que voa e deixa o ninho no chão. Meu coração aperta... Não ver mais seu amanhecer, nem o cimarrão, nem a mata, nem a garça que se levanta. Com a corda te deixo, amarrados, meus amores. Gota a gota, que o tinajero conte minhas penas.
Já seu arestín matutino não vai molhar meus pés, nem a fumaça da lenha verde fará meus olhos chorarem. Amanhã, quando eu for, você ficará tão sozinha como um bezerro sem mãe, como um brejo sem água. Savana... Savana...

Composição: Simon Díaz, Jose Salazar