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Ainda Uma Canção de Amor

Joaquín Sabina

Todavía Una Canción de Amor

No te fíes si te juro que es imposible
No dudes de mi duda y mi quizás
El amor es igual que un imperdible
Perdido en la solapa del azar

La Luna toma el Sol de madrugada
Nunca jamás quiere decir tal vez
La muerte es un amante despechada
Que juega sucio y no sabe perder

Estoy tratando de decirte que
Me desespero de esperarte
Que no salgo a buscarte porque se
Que corro el riesgo de encontrarte
Que me sigo mordiendo noche y día
Las uñas del rencor
Que te sigo debiendo todavía
Una canción de amor

No corras si te llamo de repente
No te vayas si te grito piérdete
A menudo los labios más urgentes
No tienen prisa dos besos después
Se aferra el corazón a lo perdido
Los ojos que no ven miran mejor
Cantar es disparar contra el olvido
Vivir sin ti es dormir en la estación

Ainda Uma Canção de Amor

Não confie se eu juro que é impossível
Não duvide da minha dúvida e do meu talvez
O amor é igual a um alfinete
Perdido na lapela do acaso

A Lua pega o Sol de madrugada
Nunca, nunca quer dizer talvez
A morte é uma amante despechada
Que joga sujo e não sabe perder

Estou tentando te dizer que
Eu me desespero te esperando
Que não saio pra te buscar porque sei
Que corro o risco de te encontrar
Que sigo me mordendo noite e dia
As unhas do rancor
Que ainda te devo
Uma canção de amor

Não corra se eu te chamar de repente
Não vá embora se eu gritar pra você se perder
Frequentemente os lábios mais urgentes
Não têm pressa dois beijos depois
O coração se apega ao que foi perdido
Os olhos que não veem enxergam melhor
Cantar é disparar contra o esquecimento
Viver sem você é dormir na estação

Composição: Sabina Joaquin, Andres Calamaro Masel