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As andorinhas

Jorge Cafrune

Las Golondrinas

¿Adónde te irás volando por esos cielos
Brasita negra que lustra la oscuridad?
Detrás de tu vuelo errante mis ojos gozan
La inmensidad la inmensidad

Veleros de la tormenta se van las nubes
En surcos de luz dorada se pone el Sol
Y como sílabas negras las golondrinas
Dicen adiós, dicen adiós

Vuela, vuela, vuela, golondrina
Vuelve del más allá
Vuelve desde el fondo de la vida
Sobre la luz, cruzando el mar
Cruzando el mar

Un cielo de barriletes tiene la tarde
El viento en las arboledas cantando va
Y desandando los días mi pensamiento
También se va, también se va

Cuando los días se acorten junto a mi sombra
Y en mi alma caiga sangrando el atardecer
Yo levantare los ojos pidiendo al cielo
Volverte a ver, volverte a ver

Vuela, vuela, vuela, golondrina
Vuelve del más allá
Vuelve desde el fondo de la vida
Sobre la luz, cruzando el mar
Cruzando el mar

As andorinhas

Para onde você irá voando por esses céus
Pequena brazia preta que ilumina a escuridão?
Atrás do seu voo errante meus olhos desfrutam
A imensidão a imensidão

Veleiros da tempestade as nuvens vão embora
Em sulcos de luz dourada o Sol se põe
E as andorinhas são sílabas negras
Eles dizem adeus, eles dizem adeus

Voe, voe, voe, engula
Retorno do além
Volte do fundo da vida
Sobre a luz, através do mar
Atravessando o mar

A tarde tem céu de pipas
O vento canta nos bosques
E refazendo os dias meus pensamentos
Também sai, também sai

Quando os dias são encurtados ao lado da minha sombra
E na minha alma o pôr do sol cai sangrando
Vou levantar meus olhos perguntando ao céu
Vejo você de novo, vejo você de novo

Voe, voe, voe, engula
Volte do além
Volte do fundo da vida
Sobre a luz, através do mar
Atravessando o mar

Composição: Davalos / Falú