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Oh Que Será (O que Será)

Jorge Drexler

Oh Que Será (O que Será)

Oh que será, que será
Que andan suspirando por las alcobas
Que andan, susurrando en versos y trovas
Que andan, escondiendo bajo las ropas,
Que andan en las cabezas y anda en las bocas
Que va encendiendo velas por callejones
Lo dicen en voz alta en los bodegones
Gritan en el mercado, está con certeza
En la naturaleza, será que será
Que no tiene certeza, ni nunca tendrá
Lo que no tiene arreglo, Ni nunca tendrá
Que no tiene tamaño

Oh que será, que será
Que vive en las ideas de los amantes
Que cantan los poetas mas delirantes
Que juran los profetas embriagados,
Que esta en las romerías de mutilados
Que esta en las fantasías mas infelices
Lo vive en dia a dia las meretrices
Lo piensan los bandidos, los desvalidos
Y en todos los sentidos, será que será
Que no tiene decencia, ni nunca tendrá
Que no tiene censura, ni nunca tendrá
Que no tiene sentido

Oh que será, que será
Que todos los avisos no van a evitar
Porque todas las risas van a desafiar
Y todas las campanas van a replicar
Porque todos los signos van a consagrar
Porque todos los niños se habrán de zafar
Y todos los vecinos se irán a encontrar
Y el mismo padre eterno que nunca fue allá
Al ver aquel infierno lo bendecirá,
Que no tiene gobierno, ni nunca tendrá
Que no tiene vergüenza, ni nunca tendrá
Lo que no tiene juicio

Oh que será, que será
Que vive en las ideas de los amantes
Que cantan los poetas mas delirantes
Que juran los profetas embriagados,
Que esta en las romerías de mutilados
Que esta en las fantasías mas infelices
Lo vive en dia a dia las meretrices
Lo piensan los bandidos, los desvalidos
Y en todos los sentidos, será que será
Que no tiene decencia, ni nunca tendrá
Que no tiene censura, ni nunca tendrá
Que no tiene sentido

Oh Que Será (O que Será)

Oh que será, que será
Que andam suspirando pelos quartos
Que andam, sussurrando em versos e trovas
Que andam, escondendo debaixo das roupas,
Que andam nas cabeças e andam nas bocas
Que vão acendendo velas por becos
Dizem em voz alta nos botecos
Gritam no mercado, tá com certeza
Na natureza, será que será
Que não tem certeza, nem nunca terá
O que não tem conserto, nem nunca terá
Que não tem tamanho

Oh que será, que será
Que vive nas ideias dos amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados,
Que tá nas romarias dos mutilados
Que tá nas fantasias mais infelizes
Vive dia a dia as meretrizes
Pensam os bandidos, os desvalidos
E em todos os sentidos, será que será
Que não tem decência, nem nunca terá
Que não tem censura, nem nunca terá
Que não tem sentido

Oh que será, que será
Que todos os avisos não vão evitar
Porque todas as risadas vão desafiar
E todas as campanas vão replicar
Porque todos os sinais vão consagrar
Porque todas as crianças vão se safar
E todos os vizinhos vão se encontrar
E o mesmo pai eterno que nunca foi lá
Ao ver aquele inferno o bendirá,
Que não tem governo, nem nunca terá
Que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem juízo

Oh que será, que será
Que vive nas ideias dos amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados,
Que tá nas romarias dos mutilados
Que tá nas fantasias mais infelizes
Vive dia a dia as meretrizes
Pensam os bandidos, os desvalidos
E em todos os sentidos, será que será
Que não tem decência, nem nunca terá
Que não tem censura, nem nunca terá
Que não tem sentido

Composição: Chico Buarque de Hollanda