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Cinta de Flores

José Carlos Santos Silva

Cinta Di Fiori

GIORGIO
Ebben, se volete, v'appressate.

Cinta di fiori e col bel crin disciolto
Talor la cara vergine s'aggira,
E chiede all'aura, ai fior con mesto volto:
"Ove andò Elvira? Ove andò? Ove andò?"

CASTELLANI, CASTELLANE
Misero cor!

GIORGIO
Bianco vestita, e qual se all'ara innante
Adempie il rito, e va cantado: "il giuro";
Poi grida, per amor tutta tremante:
"Ah, vieni, Arturo, ah, vieni, Artur!"

CASTELLANI, CASTELLANE
Ah! quanto fu barbaro il traditor!
Misero cor, morrà d'amor!

GIORGIO
Geme talor qual tortora amorosa,
Or cade vinta da mortal sudore,
Or l'odi, al suon dell'arpa lamentosa,
Cantar d'amor, d'amor.

CASTELLANI, CASTELLANE
Misero cor!

GIORGIO
Or scorge Arturo nell'altrui sembiante,
Poi del suo inganno accorta, e di sua sorte,
Geme, piange, s'affanna e ognor più amante,
Invoca morte, morte.

GIORGIO, CASTELLANI, CASTELLANE
Cada il folgor sul traditor!
Ahi! la misera morrà d'amor!

Cinta de Flores

GIORGIO
Então, se vocês quiserem, se aproximem.

Cinta de flores e com o belo cabelo solto
Às vezes a doce virgem se move,
e pergunta à brisa, às flores com rosto triste:
"Onde foi Elvira? Onde foi? Onde foi?"

CASTELLANI, CASTELLANE
Pobre coração!

GIORGIO
Vestida de branco, e como se diante do altar
Cumpre o rito, e vai cantando: "eu juro";
Depois grita, por amor toda tremendo:
"Ah, vem, Arturo, ah, vem, Artur!"

CASTELLANI, CASTELLANE
Ah! quão bárbaro foi o traidor!
Pobre coração, morrerá de amor!

GIORGIO
Lamenta às vezes como uma pomba amorosa,
Agora cai vencida pelo suor mortal,
Agora ouve, ao som da harpa lamentosa,
Cantar de amor, de amor.

CASTELLANI, CASTELLANE
Pobre coração!

GIORGIO
Agora vê Arturo na aparência de outro,
Depois, percebendo seu engano e seu destino,
Lamenta, chora, se aflige e cada vez mais amante,
Invoca a morte, a morte.

GIORGIO, CASTELLANI, CASTELLANE
Que o raio caia sobre o traidor!
Ai! a miserável morrerá de amor!

Composição: Vincenzo Bellini