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Colono

José Larralde

Colono

Chinita vengo a llevarte
pal rancho que levanté
en medio de los sauzales
soñándote... nombrándote...

Dejá el apero del sulky,
que en ancas te llevaré.
La mañana tiene apuro
por besarte y yo también.

Chinita linda,
mirá mi rancho,
mirá mi tierra,
mirá el arado, mirá el jagüel.

Paisana mía,
no estés temblando,
mi overo espera,
disimulado, que me besés.

Deja que llegue el verano
y el trigo empiece a dorar.
Sumándole la esquilada
por ahí via andar, pa comenzar.

La tierra que estás pisando
por años la he de pagar.
Rogále a Dios pa que el tiempo
quiera ayudar pa trabajar.

Chinita linda,
mirá mi rancho,
mirá mi tierra,
mirá el arado, mirá el jagüel.

Paisana mía,
no estés temblando,
mi overo espera,
disimulado, que me besés.

Colono

Chinita, venho te buscar
pro rancho que eu levantei
no meio dos salgueiros
sonhando com você... te chamando...

Deixa o arreio do carro
que nas ancas eu vou te levar.
A manhã tá apressada
pra te beijar e eu também.

Chinita linda,
vem ver meu rancho,
vem ver minha terra,
vem ver o arado, vem ver o poço.

Minha paisana,
não fique tremendo,
meu cavalo espera,
disfarçado, pra você me beijar.

Deixa o verão chegar
e o trigo começar a dourar.
Somando a tosquia
por aí vou andar, pra começar.

A terra que você tá pisando
por anos eu vou pagar.
Reze pra Deus pra que o tempo
queira ajudar pra eu trabalhar.

Chinita linda,
vem ver meu rancho,
vem ver minha terra,
vem ver o arado, vem ver o poço.

Minha paisana,
não fique tremendo,
meu cavalo espera,
disfarçado, pra você me beijar.

Composição: