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Eu Juro

José Larralde

Lo Juro

Dejame sosegar mi cobardía,
con la idea feliz de alzar el puño.

Y aunque peses el miedo por la fuerza
hallarás falsa plata y falso cuño.

Déjame mitigar mi insertidumbre
con el cuento del hombre y sus complejos.

Que el esbozo de tu risa y tu entresejo
llegará a mi humillación como una lumbre.

Déjame sentirme débil,
ya vencido,
déjame que me arrastre en servilismos.

Decapitada mi alma en los abismos
que de allí mismo he de volver erguido.

Déjame solo, pero no me dejes.
Deja que sufra, pero no me sufras.

Mira la hoguera cómo me devora
y aviva el fuego para que no cese.

Yo, con el mismo Satanás a cuestas
desde el infierno mismo hacia los astros.

He de volar sobre mi propia tumba
con la vida por diestras y siniestras.

Yo, arrancaré desde el mordaz pecado
la fe de un cristo,
el tesón de un árbol,
o perderá vigencia el mismo claustro
donde el mismísimo Dios sentó sus años.

Eu Juro

Deixa eu sossegar minha covardia,
com a ideia feliz de levantar o punho.

E mesmo que o medo pese pela força
você encontrará prata falsa e cunho falso.

Deixa eu amenizar minha incerteza
com a história do homem e seus complexos.

Que o esboço do seu riso e seu conselho
chegará à minha humilhação como uma chama.

Deixa eu me sentir fraco,
já vencido,
deixa eu me arrastar em servilismos.

Decapitada minha alma nos abismos
que de lá mesmo eu vou voltar erguido.

Deixa eu só, mas não me abandone.
Deixa eu sofrer, mas não sofra por mim.

Olha a fogueira como me devora
e aviva o fogo para que não cesse.

Eu, com o próprio Satanás às costas
do inferno mesmo em direção às estrelas.

Vou voar sobre minha própria tumba
com a vida por todos os lados.

Eu, arrancarei do pecado mordaz
a fé de um cristo,
a determinação de uma árvore,
ou perderá validade o mesmo claustro
onde o próprio Deus passou seus anos.

Composição: