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Essa covardia

José Luis Rodríguez

Esta cobardía

No se da ni cuenta que cuando la miro
por no delatarme me guardo el suspiro,
que mi amor callado se enciende con verla
que diera la vida para poseerla.

No se da ni cuenta que brillan mis ojos
que tiemblo a su lado y hasta me sonrojo,
que ella es el motivo que mi amor despierta
que ella es mi delirio y no se da cuenta.

Esta cobardía de mi amor por ella
hace que la vea igual que a una estrella,
tan lejos, tan lejos de la realidad
que no espero nunca poderla alcanzar.

No se da ni cuenta que siempre ha tenido
los miles de besos que no me ha pedido,
en mis noches tristes desiertas de sueños
que en loco deseo me siento su dueño.

No se da ni cuenta que ya la he tomado
que ya ha sido mía sin haberla amado,
que es su alma fría la que me atormenta
que ve que me muero y no se da cuenta.

Esta cobardía de mi amor por ella
hace que la vea igual que a una estrella,
tan lejos, tan lejos de la realidad
que no espero nunca poderla alcanzar.

Essa covardia

Não percebe que quando a olho
por não me entregar, guardo o suspiro,
que meu amor silencioso se acende ao vê-la
que daria a vida pra tê-la.

Não percebe que brilham meus olhos
que tremo ao seu lado e até me envergonho,
que ela é o motivo que meu amor desperta
que ela é minha paixão e não se dá conta.

Essa covardia do meu amor por ela
faz com que a veja igual a uma estrela,
tão longe, tão longe da realidade
que nunca espero poder alcançá-la.

Não percebe que sempre teve
os mil beijos que nunca me pediu,
nas minhas noites tristes, desertas de sonhos
que em desejo louco me sinto seu dono.

Não percebe que já a tomei
que já foi minha sem eu tê-la amado,
que é sua alma fria que me atormenta
que vê que estou morrendo e não se dá conta.

Essa covardia do meu amor por ela
faz com que a veja igual a uma estrela,
tão longe, tão longe da realidade
que nunca espero poder alcançá-la.

Composição: