Sombras
Quisiera abrir lentamente mis venas
mi sangre toda verterla a tus pies
para poderte demostrar que más
no puedo amar y entonces morir después.
Y sin embargo tus ojos azules
azul que viene del cielo y el mar
vienen cerrados para mí sin ver
que estoy aquí perdido en mi soledad.
Sombras nada más acariciando mis manos,
sombras nada más en el temblor de mi voz.
Pude ser feliz y estoy en vida muriendo
y entre lágrimas viviendo
el pasaje más horrendo de este drama sin final
Sombras nada mas entre tu vida y mi vida,
Sombras nada más entre tu amor y mi amor.
Que breve fue tu presencia en mi hastío
que tibias fueron tus manos, tu voz
como luciérnagas llenó tu luz
y disipó las sombras de mi rincón.
Sombras
Queria abrir lentamente minhas veias
minha sangue toda verter aos teus pés
pra poder te mostrar que mais
não posso amar e então morrer depois.
E, no entanto, teus olhos azuis
azul que vem do céu e do mar
vêm fechados pra mim sem ver
que estou aqui perdido na minha solidão.
Sombras nada mais acariciando minhas mãos,
sombras nada mais no tremor da minha voz.
Pude ser feliz e estou vivo morrendo
e entre lágrimas vivendo
o trecho mais horrendo desse drama sem fim.
Sombras nada mais entre tua vida e minha vida,
sombras nada mais entre teu amor e meu amor.
Que breve foi tua presença no meu tédio
que mornas foram tuas mãos, tua voz
como vagalumes, tua luz preencheu
e dissipou as sombras do meu canto.
Composição: Francisco Lomuto / José María Contursí