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Especial de Meia-noite

José Madero

Especial de Medianoche

Sé que se avecina una expiación
No me defiendo, hice mal
Dejé alguien atrás

Mas nunca me pidieron una explicación
No me defiendo, hice mal
Siendo un animal

Pues el infierno, para mí, ya es un hogar
Vivo contento cuando me siento quemar
Hacerme el muerto, y que me vengan a buscar
Ya te perdí, mi perdición particular

Mira cómo aguanto la respiración
No me defiendo, hice mal
No tengo nada más

Mas ya no temer
No se siente esta lumbre que me quema ambos pies
No te voy a suplantar

Pues el infierno, para mí, ya es un hogar
Vivo pleno cuando me siento quemar
Me han mostrado para abajo su pulgar
He destruido, en tus adentros, mi altar

Y cuando pase la basura por ahí
Quédate con un recuerdo que te haga sonreír
Que se lleven todo el resto y que me lo traigan aquí
Y construir una estatua que se parezca a ti

Pues el infierno, para mí, ya es un hogar
Vivo feliz cuando me siento calcinar
Aquí te espero, aquí te guardo tu lugar
No tardes tanto, que esto es una eternidad

Aquí te guardo, aquí te guardo tu lugar

Especial de Meia-noite

Sei que uma expiação está por vir
Não me defendo, fiz errado
Deixei alguém para trás

Mas nunca me pediram uma explicação
Não me defendo, fiz errado
Sendo um animal

Pois o inferno, pra mim, já é um lar
Vivo contente quando me sinto queimar
Me fazer de morto, e que venham me procurar
Já te perdi, minha perdição particular

Olha como prendo a respiração
Não me defendo, fiz errado
Não tenho mais nada

Mas já não vou temer
Já não sinto este fogo que queima meus dois pés
Não vou tomar o seu lugar

Pois o inferno, pra mim, já é um lar
Vivo pleno quando me sinto queimar
Mostraram o polegar para baixo pra mim
Destruí, no fundo de você, o meu altar

E quando o caminhão do lixo passar por aí
Fique com uma lembrança que faça você sorrir
Que levem todo o resto e o tragam pra mim aqui
E construam uma estátua que se pareça com você

Pois o inferno, pra mim, já é um lar
Vivo feliz quando me sinto virar cinzas
Aqui te espero, aqui guardo o seu lugar
Não demore tanto, porque isto é uma eternidade

Aqui guardo, aqui guardo o seu lugar

Composição: Bucho, José Madero