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Garras

José María Contursi

Garras

Callejón sin luz esperándote...
Frío... Sombras...
Ansias de vivir para tu amor y no poder...
Siento que la vida se me va... y no me lloras.
Busco desolado tu calor... y aquí no estás.
Agonía cruel... Luego soledad...
Y después tu olvido. ¡Nada más!

No pude más y en mi afán por llegar
era un duende errabundo
que se perdió sin poderte encontrar
por las calles del mundo...
Y me he quedado
como un pájaro sin nido, como un niño abandonado,
con mis penas que se agarran como garras
y desgarran a mi corazón.

Callejón sin luz... Noche sin final...
Sombras... Frío...
Gracias por venir con tu perdón y tu bondad...
Ya mi pobre vida terminó... y estoy vacío,
muerto para el mundo y para vos mi corazón.
Agonía cruel... Luego soledad...
Este llanto tuyo y nada más...

Garras

Callejón sem luz esperando por você...
Frio... Sombras...
Ansiedade de viver por seu amor e não conseguir...
Sinto que a vida tá escapando... e você não chora por mim.
Busco desesperado seu calor... e aqui você não tá.
Agonia cruel... Depois solidão...
E depois seu esquecimento. Só isso!

Não aguentei mais e na minha pressa de chegar
era um espírito errante
que se perdeu sem conseguir te encontrar
pelas ruas do mundo...
E eu fiquei
como um pássaro sem ninho, como uma criança abandonada,
com minhas dores que se agarram como garras
e rasgam meu coração.

Callejón sem luz... Noite sem fim...
Sombras... Frio...
Obrigado por vir com seu perdão e sua bondade...
Minha pobre vida já acabou... e tô vazio,
morto pro mundo e pra você meu coração.
Agonia cruel... Depois solidão...
Esse seu choro e nada mais...

Composição: