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Sangue de Índio

Josué

Sangre de Indio

Por las venas de mi padre le corre la sangre también como a mí
Sangre del indio que calla, que llora y que ama y que sabe sufrir

El indio aquel que mi madre amo por que sabe
Que es un hombre fiel
Gracias a Dios que es mi padre y que yo he heredado ser indio como el

Entre espinas de nopales crecieron mis padres y ahí nací yo
Y entre la sierra mi padre soñaba con darme una vida mejor

Ya no vivo entre tanta pobreza
Vivo como mi padre soñó
No ambiciono tampoco riqueza la sangre de indio que traigo es mejor

Y la piel de bronce que tengo
Es herencia de mi padre
Y ese corazón que siento este me lo dio mi madre
Los 2 me dieron la vida
Y los 2 me dieron su sangre y gracias a Dios que me hicieron un indio como mi padre

Mis hermanos también llevan la sangre de indio como llevo yo
Sangre que pinto la tierra, la tierra que mi padre tanto labró

Dejó mi padre la sierra mi madre llorando tras él camino
Dejaban todo por darme lo que ya más tarde la vida me dio

Ya no vivo entre tanta pobreza
Vivo como mi padre soñó
No ambiciono tampoco riqueza la sangre de indio que traigo es mejor

Sangue de Índio

Pelas veias do meu pai corre o sangue também como o meu
Sangue do índio que cala, que chora e que ama e que sabe sofrer

Aquele índio que minha mãe amou porque sabe
Que é um homem fiel
Graças a Deus que é meu pai e que eu herdei ser índio como ele

Entre espinhos de cactos cresceram meus pais e aí nasci eu
E entre a serra meu pai sonhava em me dar uma vida melhor

Já não vivo em tanta pobreza
Vivo como meu pai sonhou
Não ambiciono também riqueza, o sangue de índio que trago é melhor

E a pele bronzeada que tenho
É herança do meu pai
E esse coração que sinto, esse me deu minha mãe
Os dois me deram a vida
E os dois me deram seu sangue e graças a Deus que me fizeram um índio como meu pai

Meus irmãos também levam o sangue de índio como eu levo
Sangue que pintou a terra, a terra que meu pai tanto labrou

Meu pai deixou a serra, minha mãe chorando atrás do seu caminho
Deixavam tudo para me dar o que mais tarde a vida me deu

Já não vivo em tanta pobreza
Vivo como meu pai sonhou
Não ambiciono também riqueza, o sangue de índio que trago é melhor

Composição: José Arturo Rodríguez González