Io Danzo
Ci ascoltano al telefono
Ci guardano i satelliti
Ci tracciano nel traffico
Controllano gli artisti
Ci rubano le password
Ci frugano nel bancomat
Ci irradiano
Ci scannerizzano
Ci perquisiscono
Eppure non mi sono mai sentito così libero
Eppure non mi sono mai sentito così libero
Perché io danzo
Perché io danzo
Sulla frontiera
Sulla frontiera
Ci sommano le cellule
Controllano i rifiuti
Ci spiano le telecamere piazzate sui semafori
Ci seguono col radar
Ci usano per i calcoli
Controllano le cose che guardiamo alla parabola
Eppure non mi sono mai sentito così libero
Eppure non mi sono mai sentito così libero
Perché io danzo
Perché io danzo
Sulla frontiera
Sulla frontiera
Ci esaminano il sangue
Ci prendono le impronte
Ci scattano una foto quando attraversiamo il ponte
Controllano le cose che si fanno la domenica
Ci fanno propaganda elettorale nella predica
Ci impongono censure sulle cose da sapere
Ci danno indicazioni sulle fonti di piacere
Ci dicono cosa bere
Ci copiano lo stile
Ci giudicano in base a quale zona uno vive
Restiamo in fila ore per passare alla dogana
Ci timbrano la mano per uscire dal locale
Ci istigano ad essere nemici di qualcuno
Ci insinuano sospetti sugli affari del vicino
Eppure non mi sono mai sentito così libero
Eppure non mi sono mai sentito così libero
Perché io danzo
Perché io danzo
Sulla frontiera
Sulla frontiera
Perché io danzo
Perché io danzo
Sulla frontiera
Sulla frontiera
Sulla frontiera
Sulla frontiera
Tra i medriochistan e gli estremistan
Tra i privatistan e i massmedistan
Tra i passatistan e i futuristan
Tra i giornalistan e i realitystan
Tra il tenebristan e il solaristan
Tra i doloristan e i piaceristan
Tra i localistan e i globalistan
Al centro dell'umanistan
Io danzo
Io danzo
Io danzo
Io danzo
Sulla frontiera
Sulla frontiera
Sulla frontiera
Sulla frontiera
Sulla frontiera
Eu Danço
Nos escutam pelo telefone
Nos observam os satélites
Nos rastreiam no trânsito
Controlam os artistas
Nos roubam as senhas
Vão fuçando no caixa eletrônico
Nos irradiam
Nos escaneiam
Nos revistam
E mesmo assim nunca me senti tão livre
E mesmo assim nunca me senti tão livre
Porque eu danço
Porque eu danço
Na fronteira
Na fronteira
Somam nossas células
Controlam o lixo
Nos espionam com câmeras nos semáforos
Nos seguem com radar
Nos usam para cálculos
Controlam o que assistimos na parabólica
E mesmo assim nunca me senti tão livre
E mesmo assim nunca me senti tão livre
Porque eu danço
Porque eu danço
Na fronteira
Na fronteira
Examinam nosso sangue
Pegam nossas digitais
Tiram uma foto quando atravessamos a ponte
Controlam o que fazemos no domingo
Fazem propaganda eleitoral no sermão
Impondo censura sobre o que devemos saber
Nos dão dicas sobre fontes de prazer
Nos dizem o que beber
Copiam nosso estilo
Nos julgam pela área onde moramos
Ficamos horas na fila pra passar na alfândega
Carimbam nossa mão pra sair do lugar
Nos instigam a sermos inimigos de alguém
Insinuam desconfiança sobre os negócios do vizinho
E mesmo assim nunca me senti tão livre
E mesmo assim nunca me senti tão livre
Porque eu danço
Porque eu danço
Na fronteira
Na fronteira
Porque eu danço
Porque eu danço
Na fronteira
Na fronteira
Na fronteira
Na fronteira
Entre o medrioquistão e o extremistão
Entre o privatistão e o massmedistão
Entre o passatistão e o futuristão
Entre o jornalistão e o realitystão
Entre o tenebristão e o solaristão
Entre o doloristão e o piaceristão
Entre o localistão e o globalistão
No centro do humanistão
Eu danço
Eu danço
Eu danço
Eu danço
Na fronteira
Na fronteira
Na fronteira
Na fronteira
Na fronteira