Deja, ¿Pa' Qué?
De a poco se opaca un retoño al notar
Que al turbio silencio lo tiende una voz
La voz del canillita los domingos
El asado con partidos
Y una siesta sin reloj
Pensar que ha sido en vano haber crecido
Si hoy te pasan los recibos
Y perdés, por sacar flor
La radio encendida en el corazón
Hacía que cante la vieja su amor
Color de aquellas fiestas que aún no llegan
Que alegraban la verbena de este tieso perdedor
Ya ves, el tiempo compró su castigo
Y resignate, es bendecido el que te vende lo peor
Deja, ¿pa' qué? No te apurés
Si los amigos traicionan
Las minas se van con las horas
Y el mango te empieza a escasear
Deja, ¿pa' qué? ¡No da entender!
Si bien andabas otrora
El revoque se cae
Y la soga que cuelga
A esta altura te pone de pie
Deixa, Pra Quê?
Pouco a pouco uma broto se apaga ao perceber
Que ao silêncio turvo se estende uma voz
A voz do jornaleiro aos domingos
O churrasco com jogos
E uma soneca sem relógio
Pensar que foi em vão ter crescido
Se hoje passam as contas para você
E você perde, por tirar uma flor
O rádio ligado no coração
Fazia a velha cantar seu amor
Cor das festas que ainda não chegam
Que alegravam a festa deste perdedor duro
Você vê, o tempo comprou seu castigo
E resigna-se, é abençoado quem te vende o pior
Deixa, Pra Quê? Não se apresse
Se os amigos traem
As garotas vão embora com as horas
E o dinheiro começa a escassear
Deixa, Pra Quê? Não vale a pena entender!
Embora estivesse bem antes
O reboco cai
E a corda que pendura
Neste ponto te coloca de pé