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Vou

Juan Seren

Voy

¡Voy! No hay tantos
Dividido el papel
Entre dos
A probar sin flor
Por la apuesta feroz
Pasa un guiño fatal
Apurarse, amurarse
O mentir

El fracaso que entretiene al espanto
Un envido devenido que envidio
Sin alivio nuestro ancho nos tuerce
Tira la suerte; un comodín o la muerte

Tengo olfato
Hay quien sabe mentir
Y quien va
A probar sin más
En el paño el temblor
Jugador el reloj
Y el silencio nos aprieta
A seguir

Otro mazo que abalanzo al quebranto
Pierdo el grito de aguerridos caídos
Contracara de la carta más fuerte
Seré valiente; un filo sangra en mi frente

El fracaso que entretiene al espanto
Un envido devenido que envidio
Sin alivio nuestro ancho nos tuerce
Tira la suerte; un comodín o la muerte

Vou

Vou! Não há tantos
Dividido o papel
Entre dois
Para provar sem flores
Pela aposta feroz
Passa um piscar fatal
Apresse-se, se feche
Ou minta

O fracasso que entretém o espanto
Um desafio se torna invejável
Sem alívio, nosso destino nos torce
Joga a sorte; um curinga ou a morte

Tenho faro
Há quem saiba mentir
E quem vá
Para provar sem mais
No pano o tremor
Jogador o relógio
E o silêncio nos aperta
A continuar

Outro baralho que lanço ao desespero
Perco o grito dos corajosos caídos
Contracara da carta mais forte
Serei corajoso; uma lâmina sangra em minha testa

O fracasso que entretém o espanto
Um desafio se torna invejável
Sem alívio, nosso destino nos torce
Joga a sorte; um curinga ou a morte

Composição: Alejandro Bordas / Juan Seren