Escritora em meu papel
Escrevo dor
Daquela que parece
Que mata mas passa
Passatempo
No momento em que escrevo
Revivendo o presente
De um passado ausente
Que perdeu-se num futuro
De mãos dadas
De jeito inconsequente
Com as saudades
E dores do mundo
Faço das minhas mãos
O transbordamento
Da mente que insana
Chora e clama
Pela satisfação no vazio
Por saciar-se no deserto
Por ouvir o silêncio
Por querer enxergar
Onde não há luz
De jeito inconsequente
Com as saudades
E dores do mundo
Por querer enxergar
Onde não há luz