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Balada de Um Vampiro Que Morre de Amor

Juliana Hoffmann Liska

Eu te olho da varanda
Lua cheia no quintal
Tão distante
Tão bonita
Tão veneno
Tão vital

Se te chamo
Perco a calma
Se te toco
Perco a cor
Minha pele fica fria
Meu peito explode em dor

Sou o vampiro que morre de amor
Mas quando te alcança
Morre de dor
Vivo fugindo da luz do teu rosto
Preso pra sempre nesse quase encontro

Eu não respiro se você não sonha
Minha eternidade é só vergonha
Tipo rei
Rei da própria prisão
Rei de nada
Servo do coração

Você passa na calçada
Com café e distração
Eu me escondo na cortina
Feito culpa
Maldição

Se eu sussurro o teu nome
A cidade perde a cor
Mas se chego perto
Treme
Cada osso do meu horror

Sou o vampiro que morre de amor
Mas quando te alcança
Morre de dor
Vivo fugindo da luz do teu rosto
Preso pra sempre nesse quase encontro

Eu não respiro se você não sonha
Minha eternidade é só vergonha
Tipo rei
Rei da própria prisão
Rei de nada
Servo do coração

Será que um beijo te mata
Ou será que mata a mim? (Oh)
Se o destino nos aproxima
Meu corpo diz “é o fim”

Eu rio do espelho vazio
Só pra não chorar de vez
Condenado ao teu caminho
Sem chegar jamais ao três

Sou o vampiro que morre de amor
Mas quando te alcança
Morre de dor
Vivo fugindo da luz do teu rosto
Preso pra sempre nesse quase encontro

Eu não respiro se você não sonha
Minha eternidade é só vergonha
Tipo rei
Rei da própria prisão
Rei de nada
Servo do coração

Composição: Juliana Hoffmann Liska