O vento em seu galope nas coxilhas
Mareteando a paisagem inteira
Por ser livre escolhe seu destino
Não lhe prendem os arames ou porteiras
Quando murmura nas frinchas dos ranchos
A despertar fantasmas tão reais
O vento é o lamento dos famintos
Invisíveis ao olhar dos seus iguais
Quisera ver
Vento da liberdade
Levar a paz
Onde existe guerra
Levar amor
Aos povos sofridos
Varrendo as injustiças
Da terra
De toda a terra
E para os homens que só se dobram
Em meio às imponentes tempestades
O vento é a revolta do mundo
Cansado de sofrer tantas maldades
E nos verões que castigam a terra
Aos que labutam o sustento dos seus
O vento é a expressão da natureza
Sua brisa é o afago de Deus