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A Verdade Escondida pela Escuridão dos Séculos...

Kadath (Rus)

Pravdu Skryla T'ma Vekov...

Slovno ugol', gnev v dushe moej
Tleet, razzhigaya bol' poteri.
Kak stervyatnik, vrag moj naletel;
Otomstit' ya dolzhen za moi vladeniya.

Osedlayu ya konya,
Mech svoj v nozhny polozhiv
Ya otpravlyus' v te kraya,
Gde moj vrag kogda-to zhil.
Otyshchu ego vojska:
Krov' postylyh ya prol'yu
Budu proklyat navsegda,
Esli ih ya ne slomlyu...

Tyazhek i dolog k celi moj put',
No mysl' o rasplate pitaet menya.
Svoih vernyh voinov s soboj ya vedu
Obida budet otomshchena!

Tol'ko vse gushche les i mrachnej
Schet dnyam ot ustalosti ya poteryal
Ne vidno tropy uzh davno sred' vetvej
I ot chumy ves' otryad moj propal.

Zhazhdu utolyaya u redkih ruch'ev,
Uporno vpered ya svoj put' prodolzhal,
No vot na rassvete terpelivyj moj kon'
Sklonilsya i umer; tak peshim ya stal.

V debryah lesov bluzhdaya sedyh,
Glaza v glaza
drevnosti ya smotrel.
I videl svoj strah, otrazhavshijsya v nih.
Priznat', chto zabludilsya, ya vse ne smel.

No vot razomknulis' kraya temnoty,
I les otstupil, ravninu vzoru otkryv.
No chto ya uvidel: ni teni zhivyh!
I iz ust moih ssohshihsya vyrvalsya krik.

Bitvy ogromnoj zdes' pole leglo,
No na nem tishina, lish' shelest travy.
Da klekot ptic, chto sletelis' s holmov.
Mechi i dospehi - kak rzhavaya pyl'.

Vsyudu krugom - ostovy vragov
Vorony kosti ubityh klyuyut.
Sterty sledy pogrebal'nyh kostrov
I nikogo uzhe ne vernut'!!!

Dolgo ya ehal za mest'yu svoej
Gody proshli - ne zametil ya ih
Toj bitvy ishod ne uznat' uzhe mne:
Ved' teper' ya - sedoj glubokij starik...

Pravdu skryla t'ma vekov...

A Verdade Escondida pela Escuridão dos Séculos...

Palavras de angústia, raiva na minha alma
Ardem, acendendo a dor da perda.
Como um abutre, meu inimigo atacou;
Eu devo me vingar pelo que é meu.

Eu monto meu cavalo,
Colocando minha espada na bainha
Eu sigo para aquelas terras,
Onde meu inimigo um dia viveu.
Vou exterminar seu exército:
O sangue dos caídos eu derramarei
Serei amaldiçoado para sempre,
Se eu não os derrotar...

Pesado e longo é meu caminho até o objetivo,
Mas o pensamento da vingança me alimenta.
Levo comigo meus leais guerreiros
A ofensa será vingada!

Mas a floresta se torna mais densa e sombria
Contando os dias, eu perdi a força
Não vejo mais o caminho há muito entre as árvores
E de peste, meu grupo todo desapareceu.

A sede me consumindo em raros riachos,
Persistente, eu continuei meu caminho,
Mas eis que ao amanhecer, meu paciente cavalo
Se curvou e morreu; assim, eu me tornei um péssimo viajante.

Nas profundezas da floresta, vagando entre os grisalhos,
Olhos nos olhos
Eu olhei para a antiguidade.
E vi meu medo refletido neles.
Admitir que me perdi, eu não consegui.

Mas então as fronteiras da escuridão se abriram,
E a floresta recuou, revelando a planície.
Mas o que eu vi: nenhuma sombra de vivos!
E de minha boca, um grito desesperado escapuliu.

Um campo de batalha enorme aqui jaz,
Mas nele, silêncio, apenas o sussurro da grama.
E o chilrear dos pássaros que desceram das colinas.
Espadas e armaduras - como poeira enferrujada.

Por toda parte - restos de inimigos
Os corvos bicam os ossos dos mortos.
Rastros apagados de fogueiras funerárias
E ninguém mais para retornar!!!

Por muito tempo eu viajei em busca do meu lugar
Anos passaram - eu não percebi
O resultado daquela batalha eu não posso mais saber:
Pois agora sou - um velho grisalho e profundo...

A verdade se escondeu na escuridão dos séculos...

Composição: